segunda-feira, outubro 01, 2012

BRANCA DE NEVE E OS SETE PICARETAS


Gentes,

Hoje, eu irei narrar uma versão mais moderna da história da Branca de Neve e os sete anões. É óbvio que é tudo ficção. Nada a ver com a realidade. Qualquer coincidência é mera coincidência não intencional, mesmo. E vamos lá.

Era uma vez sete anõezinhos que exploravam algum tipo de negócio escuso, bem lá no meio da floresta. Os negócios não iam lá muito bem, pois o IBAMA entendeu que eles estavam derrubando árvores de “mata atlântica” e lascou-lhes uma tremenda de uma multa. Mas esse não era o seu principal problema. Seu drama era Branca, a feitora, que vivia com eles em regime de “Dona Flor e seus sete maridos”. Branca gostava de gastar dinheiro em Shoppings. Vai  daí que, quando um bando de “sem terras”, aliados ao PCC e a alguns políticos, apossou-se da mina de diamantes dos anões, secando-lhes a fonte de dinheiro, Branca mandou a gurizada às favas e tratou de procurar fonte segura de copioso dinheiro.

Mas, o que fazer nestes tempos de crise em que o dinheiro anda curto? Entrar para a política? Não! Muito perigoso! Que o digam os políticos que estão respondendo pelo “mensalão”.

E foi assim que Branca teve a mais original idéia de sua vida: vender sua virgindade! E colocou seu hímen à venda, num site de internet. Desses que vendem de tudo: de CDs a automóveis, de anzóis de pesca a hímens. Levaria seu hímen aquele que mais pagasse. E não é que deu certo? A TV e os jornais, na falta de algo importante a noticiar, encarregaram-se da publicidade volumosa e gratuita. Hordas de trouxas tarados, encantados pela donzela de cabelos negros e pele alvíssima, foram fazendo seus lances. Lógico que Branca pediu pagamento antecipado. E lá ela seria suficientemente besta de entregar seu hímen e ficar a ver navios? Principalmente porque os que fizeram lances eram políticos e vocês sabem como políticos costumam cumprir com o que prometem, não é mesmo?

Dessa forma, com o dinheiro do adiantamento, Branca pode pagar seu cirurgião plástico pela cirurgia de recomposição de hímen, pois os anões de há muito tempo já haviam rompido tudo o que havia para ser rompido, se é que vocês me entendem. O dinheiro serviu, também, para comprar o silêncio dos anões que, a estas alturas, já andavam “arrastando asas” para os lados da Rapunzel. Deu, também, para comprar uma casa para o pai e para a madrasta (que era uma bruxa muito malvada), maravilhados com o desprendimento da donzela.

E Branca tornou-se, oficialmente, uma “não virgem”, endinheirada e com uma promissora carreira pela frente. Nada de príncipe encantado, pois este, a essas alturas,estava indisponível, amasiado com o motorista de um deputado, mas oficialmente livre de seu hímen graças à intervenção e ao dinheiro de “caixa dois”, sobra de campanha, de um político de primeiro escalão, daqueles que habitam Brasília.

E a carreira começou.

A revista Playboy já tem garantida sua participação, com doze páginas e a capa, para dentro de dois meses.

Duas redes de TV começaram uma disputa acirrada para contratá-la. A participação de Branca é garantia de sucesso para qualquer “reality show”. Mas isso deixou-a com um grande problema. E agora? Como decidir? Participar do “A Fazenda” ou do “BBB”?

Mas, como isso é coisa para o ano que vem, Branca já está de malas prontas para mudar-se para a Europa, onde já está de casamento marcado com um famoso jogador de futebol brasileiro que atua por lá. E os planos para esse casamento já estão prontos. Depois de um ano, pedirá o divórcio e receberá dois milhões de indenização por ter entregue um ano inteiro de sua maravilhosa existência a um desmiolado cafajeste que a deixava sozinha, à noite, enquanto perambulava pelas baladas em companhia de umas modelos e de travestis.

E depois da fase européia de sua carreira? Bom, irá casar com um diretor de alguma emissora de TV, talvez dessas de segunda linha, e, dessa forma, terá seu próprio programa de entrevistas. Afinal, um dia, todos precisarão ter uma profissão definida e um trabalho fixo.

Oh, vida!!!
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Abração e até à próxima.

JF

terça-feira, setembro 18, 2012

IN GOD WE TRUST


Quando compro alguma coisa, gosto de me livrar das moedas que ficam pesando nos meus bolsos.  São moedas que vou recebendo de troco e que, sempre que posso, livro-me delas repassando-as no comércio.
Dia desses, surpreendi-me ao encontrar, no meio das outras, uma moeda estampando o perfil de algum antigo, de rabo de cavalo, no valor de “Five cents”, com, entre outros escritos, a frase “IN GOD WE TRUST”. Simplesmente, uma moeda dos Estados Unidos. Ora, não estive por lá recentemente. Aliás, nunca estive. Como é que uma moeda americana apareceu no meu bolso?

Acredito que algum operador de caixa, em algum supermercado ou outro lugar, deve ter recebido a moeda de algum “espertinho” e tratou de livrar-se dela repassando-a a algum cliente que não costuma verificar o troco recebido em moedas. Eu, por exemplo. E foi assim que fiquei “no prejuízo”. Preju? Bom, considerando o câmbio atual, até que acabei ficando “no lucro”, desde que, algum dia, eu possa repassar essa moeda lá nos Estados Unidos.

Mas, não estou aqui para falar de meus sucessos econômicos e sim para contar mais uma aventura do Ferdinando, aquele que não gosta de lavar o carro, da postagem anterior.

“TUDO POR R$1,99 CADA”

Ferdinando gosta de morangos. Como já disse na postagem anterior, não sou o Ferdinando, apesar de também gostar de morangos. Mas,vai daí que, dia desses,  ele passa, na rua, por um vendedor que vendia... sabem o quê? Morangos! Um real e noventa e nove centavos a caixinha.

Hummm!!! Morangos com creme de leite... Ferdinando parou o carro e foi comprar uma caixinha de morangos. Deu ao vendedor uma nota de R$2,00 e recebeu sua caixinha de morangos. E ficou lá olhando para a cara do vendedor. Este, sem entender nada, perguntou se Ferdinando precisava de mais alguma coisa.

“Meu troco! Eu lhe dei uma cédula de dois reais e estou esperando meu um centavo de troco.”

“Mas... Não existem mais moedas de um centavo.”

“Então, por que o senhor vende os morangos por um real e noventa e nove se não consegue as moedas necessárias para dar de troco?”

O vendedor, já vendo que tinha um criador de casos pela frente, respondeu:

“Isso é só um recurso de marketing, para parecer que a mercadoria é mais barata. É melhor que anunciar que custa dois reais.”

“Não quero saber. Quero meu troco!”

O vendedor, já nervoso, retirou a caixinha de morangos das mãos de Ferdinando e lhe devolveu a nota de dois reais. Mas, esperto, já foi dizendo:

“Pronto! Estou devolvendo dois reais pela sua mercadoria de um real e noventa e nove centavos. O senhor me deve um centavo, que sei que o senhor não tem e por isso eu abrirei mão dele.”

Ferdinando, sem entender direito o que estava acontecendo, e sem saber se ganhara ou perdera um centavo, foi embora.

Dia seguinte, Ferdinando passa pelo mesmo vendedor e lá estava anunciado: “Morangos – 1,99 a caixa”. É hoje, pensou Ferdinando. É a minha hora da desforra.

“Quero cinco caixinhas de morangos.” Deu ao vendedor uma cédula de dez reais e ficou olhando, com um sorriso maroto nos lábios.

O vendedor pegou uma nota de dois reais e entregou-a a Ferdinando.

“Opa, o senhor está me devolvendo troco a mais.”

“Não! A promoção é cinco caixinhas de morango por oito reais.”

“Que oito reais? Não me venha com enrolação. Se o preço de uma caixinha é R$1,99, cinco caixinhas custam R$9,95. Quero minha moeda de cinco centavos de troco e tome de volta sua nota de dois reais.” 
Pois não é que o vendedor tinha uma moeda de R$0,05? Pegou a nota de R$2,00 e entregou os cinco centavos ao Ferdinando.

E lá se foi o nosso amigo, todo feliz, para sua casa. Fizera valer seus direitos e obtivera o troco certinho.

O vendedor também ficou feliz, depois de vender as cinco caixinhas de morango por um preço maior do que estava programado.

Mas a Nina, a mulher do Ferdinando (não confundam com a minha Nina, pois é apenas coincidência de nomes), é que não ficou nada feliz. Cinco caixinhas de morangos a serem lavados convenientemente para eliminar os agrotóxicos;  a serem escolhidos convenientemente, pois sempre vem um ou outro estragado;  a serem limpos convenientemente  –  vocês sabem que devem ser extraídas, uma a uma, aquelas partes verdes que vem agregadas à fruta. Além desse trabalhão, precisará ir até o supermercado buscar as caixinhas de creme de leite; precisará preparar o creme de leite. Tudo isso para quê, se o Ferdinando é o único na casa que gosta de frutas? Para ele comer um pouquinho e esquecer a maior parte dentro da geladeira. Parte essa que, depois de algum tempo, será jogada fora porque estragou.

Oh, vida!!!

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Abração a todos, até à próxima.


terça-feira, agosto 21, 2012

DIVERSÃO DE PAULISTANO?


DIVERSÃO DE PAULISTANO?

Pessoal, sei que alguns dirão “é você!”. Não sou! As semelhanças são meras coincidências e a crônica é pura ficção. Juro!

Dizem que distração de paulistano, aos domingos, é lavar o automóvel. Isso é injúria de carioca que tem praia à vontade. Na verdade, nem é tanto assim. Também nos divertimos indo às pizzarias.

Ferdinando, por exemplo. Não gosta de lavar carro. Mas sempre teve uma boa desculpa para isso. Pensem bem (coloquem-se no papel dos ladrões!): se tivessem de roubar um carro, escolheriam um limpo ou um sujo? O limpo, não é mesmo? É por isso que ele não gosta de lavar automóvel. Uma questão de segurança do seu patrimônio.

Só que a Nina (Nina, neste caso, é mera coincidência de nomes relativamente à minha Nina) não pensa dessa forma:

“Trate de lavar esse carro ou eu não saio mais com você!”

Depois dessa, que é que Ferdinando poderia fazer? Em sua casa, sempre foi sua a última palavra. Vai daí que:

“Sim, senhora!” E lá foi fazer a lavagem.

Nada fácil. Uma grossa camada de terra encobria o veículo. Um passarinho havia acabado de fazer suas necessidades, o que adubou aquela terra toda. Estava tudo pronto para fazer uma horta no teto do carro. Ideal para plantar alface, couve, cebolinha, tomate, jiló... Ele só teve medo, mesmo, de que aparecesse um fiscal do CREA querendo saber quem era o agrônomo responsável.

Realmente, estava na hora de lavar o carro. É que, do jeito que estava a sujeira, se ele não fizesse a horta, logo começaria a nascer mato. E, nascendo mato, ele poderia ter problemas se cortasse. Já imaginaram um fiscal do IBAMA multando-o por derrubar “mata atlântica” em regeneração? Essa, não!

Enfim, lavou o carro.

E foi só assim que a Nina (a do Ferdinando, não a minha) concordou em sair com ele no dito cujo veículo recém asseado. E lá foram eles para o supermercado.

Na saída, eis que surge um novo problema: nenhum dos dois lembrava-se da cor original do veículo. E agora, qual é o nosso carro, no meio desse mundo de carros limpos, perguntavam um ao outro.

Voltaram para casa de taxi.

Oh, vida!!!

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Domingo passado fomos a São Paulo. Nossa filha, a Lu Farias ( http://eeepa.blogspot.com.br/ e http://lucianadesenhista.blogspot.com.br/ ), estava autografando mais um livro na 22ª Bienal do Livro de São Paulo. Que orgulho!!! Na ida, Nina e eu paramos em um “Frango Assado” para tomar um lanche. Na saída, a menina do caixa informou o total: R$ 19,20. Entreguei uma nota de R$ 20,00 e uma moeda de vinte centavos. Vocês acreditam que ela ficou atônita (eita palavrinha antiga), como se não soubesse o que fazer e acionou uma calculadora, na tela do computador. Depois de digitar, de certificar-se do quanto havia recebido, devolveu-me uma moeda de R$ 1,00.

Gentes. Sabe-se que a orientação é de que os funcionários calculem o troco em uma calculadora. Mas... Essa conta? Além do que, a menina pareceu estar totalmente em dúvida quanto ao troco. O que está acontecendo? As pessoas estão tão bitoladas que já não são capazes de fazer uma simples conta de subtração?

Aliás, temo pelas bibliotecas. Acredito que em pouco tempo todas serão transformadas em museus. Museus de Livros! Não é incrível? Quem ainda vai a uma biblioteca pesquisar, hoje em dia, se tudo já está devidamente pronto na Internet?

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Abração a todos e até à próxima.
JF



terça-feira, julho 03, 2012

SOBRE GALOS E GALINHAS


Talarico entrou no elevador. Dentro, já se encontrava a boazuda do 907. Aquela que, depois que pegou o marido no flagra, não propriamente com outra, mas...  

Foi assim: ela havia saído para fazer as compras no supermercado. Quando chegou à garagem do prédio, percebeu que havia esquecido as chaves do carro e voltou para trás. O marido não havia perdido tempo e já estava na cama, como já disse, não com outra. Era com outro! E justamente o faxineiro do prédio. Foi um escândalo. O faxineiro foi mandado embora, assim como o marido. O zelador, fofoqueiro por vocação, contou para todas as domésticas, deixando bem claro que era segredo. Mas, as patroas todas acabaram sabendo o segredo e, daí, a notícia ganhou o mundo, passando, antes pelos ouvidos de todos os maridos existentes no prédio. E acontece que a boazuda do 907 era realmente boazuda e a homarada toda ficou solidária a ela, na esperança de, digamos assim, poder consolá-la. Vocês me entenderam! Pois não é que a boazuda, que antes tinha cara de brava, passou a sorrir para todos os vizinhos homens? Verdade que não passava disso. Mas, como a esperança é a última que morre, e longe de suas respectivas (lógico!), a homarada toda se desmanchava em sorrisos derretidos quando ela aparecia. Só que, em relação ao Talarico, ela, antes tão simpática, passou a fazer uma carranca que desestimulava qualquer pensamento, principalmente os pensamentos anti éticos. Ele, coitado, ficou imaginando o que teria dado errado. Teria uma casquinha de feijão ficado presa bem na frente dos dentes da frente? Será que o desodorante havia vencido?

Pois não era nada disso. O motivo era o galo. O Talarico tinha um galo no apartamento. Verdade! E o maldito galo era mais respeitador de horário que o próprio despertador. Todos os dias, inclusive domingos e feriados, o maldito galo se punha a cantar às quatro da madrugada. Fizesse chuva ou fizesse sol. 

E como é que o Talarico adquirira aquele mico? Fácil! Os filhos, numa festinha de aniversário de crianças, ganharam um pintinho cada um e levaram para casa. A mulher do Talarico ficou em polvorosa. Como é que iriam cuidar de dois pintinhos dentro de um apartamento? Felizmente, o Repolho, o cãozinho da casa, resolveu metade do problema, caçando um dos pintinhos. Mas, o outro se salvou e virou um baita galo, de fortes pulmões, que, às quatro da madrugada, se põe a cantar e a infernizar a vida do prédio inteiro, com aqueles cocoricóóóós intermináveis.
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Gente, o que é que está acontecendo com as mães? Minha sobrinha fez uma festa de aniversário, aqui no sítio, para comemorar os seis anos de idade da filha. Veio uma “van”, de São Paulo, com três monitoras e a criançadinha da escolinha. Foi tudo muito bonito e alegre. As monitoras montaram três barracas bem no meio da sala da casa de minha irmã. Uma barraca para as meninas, outra para os meninos, a terceira para as monitoras. E, assim, as crianças acamparam dentro de casa, longe do perigo de grilos, formigas, pernilongos. Um final de semana inesquecível para muitas das crianças que nunca haviam visto um porquinho, um pônei, coelhos, cabras, vacas. Tudo muito bonito. 

Na saída, cada criança ganhou e levou para casa dois pintinhos. Vocês sabem, não é? Daqueles amarelinhos, bonitinhos, que costumam fazer suas caquinhas em qualquer lugar e, principalmente, com o hábito muito ruim de crescerem e se transformarem em galinhas cacarejantes. Ou em galos cantadores das madrugadas. Minha outra sobrinha, que não viera mas mandara os dois filhos, ligou para a irmã, furiosa:

“Trate de vir pegar esses pintinhos! Como é que eu vou cuidar de quatro pintinhos dentro de um apartamento?”

Gentes, lembro que meus filhos, quando eram pequenos, várias vezes chegavam de festinhas com um peixinho vermelho cada um. Mas, pintinho? Essa não!
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Rosenildo estava meio desconfiado da mulher. A Clotildinha andava um tanto estranha, de uns tempos para cá. “Aí tem coisa e da grossa”, pensava Rosenildo, com seus botões. E foi então que aconteceu.

Rosenildo ouviu um barulho estranho dentro do guarda roupa. Aproximou-se bem devagar, pé ante pé, e abriu a porta de repente. Uma galinha assustada, berrando feito um demônio, saiu esvoaçando de dentro do armário. O coitado tomou o maior susto da vida dele. Fosse um homem e o susto não teria sido tão grande.

“Mulher! Que diabos essa galinha tá fazendo dentro do armário?”

Clotildinha veio lá da cozinha, alarmada.

“Eu sabia que você não iria gostar. De dia ela fica solta pelo apartamento. Mas, à noite, antes de você chegar, eu a tranco aí dentro para você não ver”.

“E que idéia louca é essa de criar galinha dentro do apartamento?”

“Foi a Mariazinha que ganhou de presente em uma festinha de aniversário de amiguinho da escola!”

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Gentes, torço para que nenhum de seus filhos ou netos traga para dentro de suas casas um pintinho. Ou dois! Ou três!

Abração a todos e até à próxima.

JF

   

sexta-feira, junho 22, 2012

ELETRÔNICA? TÔ FERRADO!


Minha amiga blogueira Maray escreveu uma crônica interessante, “Da Constatação da Burrice”, lá no seu blogue “Che Caribe”, na qual ela começa com a seguinte afirmação “Só sei é que nada sei”. Não deixem de ler. Aliás, a Maray escreve crônicas excelentes. Está tudo lá, no   http://www.checaribe.com/  Nessa crônica, a Maray fala sobre dificuldades com as coisas atuais. Depois de ler, fiquei pensando em como eu também tenho dificuldades para lidar principalmente com os aparelhos eletrônicos. E, assim, inspirei-me a relatar algumas dessas dificuldades, na crônica abaixo.

ELETRÔNICA? TÔ FERRADO!

Nestes tempos atuais, em que tudo está ligado à eletrônica, eu me sinto um verdadeiro idiota. Não consigo fazer nada funcionar. O que me espanta é que, se perguntar a qualquer criança, ela vai saber e ainda ficará olhando para a minha cara como se estivesse indagando: “Esse cara veio de Marte?”

Estou com um aparelho celular novo. Nem sei bem de que companhia é. Alguém me falou em TIM. Ou seria TAM? GOL? Na verdade, acho que é Bombril! É verdade! O aparelho tem 1.001 utilidades, se bem que ainda não aprendi a utilizá-lo em porcaria alguma. Só não descobri, ainda, se serve para me comunicar com outras pessoas.

CLARO que VIVO sonhando com alguém ligando e me dizendo: “OI, TIM alguém aí?” Mas, como também não sei o número, não posso informar a ninguém. Assim, não ligo e nem recebo ligações. Acho que vou utilizar meu celular em uma 1.002ª utilidade: peso para papéis. Ou será que isso já faz parte das 1.001 utilidades? Bons tempos aqueles em que telefone era usado apenas para telefonar!

Quando eu ainda morava em São Paulo, tinha no quarto um rádio relógio. Nunca me aventurei a mexer no “coisa”. Aliás, nessas alturas já bem modernosas, eu nem sabia mais se ainda existiam emissoras de rádio. Mas, a Maria sabia. E como!!! Quem era Maria? Maria era uma faxineira que limpava nosso apartamento duas vezes por semana. Nunca freqüentou uma escola. Mas entendia de rádio relógio como ninguém! E quando estava lá em casa, ligava o rádio relógio em uma emissora evangélica. Mas, ligava para ouvir no apartamento inteiro, desde o nosso quarto até a área de serviço (com a torneira do tanque a todo vapor... ou, melhor dizendo, com a torneira do tanque totalmente aberta). Provavelmente, o prédio inteiro ouvia, também. Quando a Maria saia, ao menos tomava o cuidado de desligar a parte relativa ao rádio do aparelho. Mas, a emissora estava lá. Quietinha mas na posição de espera, com a parte relativa ao relógio funcionando direitinho.

Gentes, vocês não podem imaginar o que é acordar, às sete da madrugada, com um pastor, ao lado da cama de vocês, berrando a plenos pulmões, diretamente para dentro dos seus ouvidos:

“IRMÃOOOOOOSSSSSSSS!!!!”

E eu ali, tendo cursado duas faculdades e meia, sem saber como fazer para desligar aquilo!

Agora, aqui no sítio, o rádio relógio foi trocado por um simples despertador. Lógico que é simples porque dispõe apenas de uns poucos recursos: horas, aí incluídos minutos e segundos, mais dia, mês e ano, temperatura... Desconfio que até cotações da Bolsa, se procurar, encontram-se nele. Normalmente, é a Nina quem o acerta para despertar. Só que, às vezes, a Nina vai a São Paulo e me deixa sozinho com o “pesadelo”. Gentes, até que eu consigo armá-lo. Mas, funcionar que é bom, nada! Ou melhor, até que funciona, mas em horas erradas que eu (eu juro!) não marquei. Têm um tal de “AM” e seu irmão “PM” que eu nunca lembro de olhar e que resolvem gozar com a minha cara toda a santa vez que eu preciso mexer no mequetréfio. Aí, o despertador não toca às sete da madrugada, como esperado, e eu acordo às onze. À noitinha, quando começo a ver TV e sem que eu tenha pedido, o despertador resolve dar o ar de sua graça sem graça e toca. Toca às sete da noite!

Mas, agora, descobri um jeito infalível de lidar com o despertador, quando a Nina está em São Paulo. Ligo para ela e peço:

“Me liga amanhã, às sete da madrugada?” Não falha! O telefone (fixo, não o celular louco) funciona direitinho. E viva a era eletrônica sem eletrônica!

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Como vocês devem ter percebido, em blogagens anteriores, meu hobby são as orquídeas. 

São umas 30.000 espécies diferentes espalhadas por todos os continentes, exceto na Antártida. Isso sem falar nas híbridas. Minha amiga Michele Nardi, de Vinhedo/SP, na exposição realizada em Santo André/SP, em março último, fotografou esta Platystele ovalifolia. 

É uma micro orquídea com flores de apenas 2 a 3 milímetros de diâmetro.

Ganhou um prêmio especial, na categoria “Raridades”. Vejam que beleza e que perfeição de flor.

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Neste próximo final de semana, de 22 a 24 de junho, teremos exposição de orquídeas na cidade de Rio Claro/SP, no prédio das Faculdades Claretianas. Trata-se de uma das maiores exposições de orquídeas realizadas no Brasil, com aproximadamente 2.600 plantas pertencentes a centenas de colecionadores. Estarei lá, com dois exemplares de minha coleção.

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Abração a todos e até à próxima postagem.
JF


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

GOLPE PRÁ CIMA DOS APOSENTADOS!!!

Pessoal, me desculpem. Hoje não tem nada de engraçado. Voces sabem que não é característica deste blogue tratar de assuntos políticos ou polêmicos. Mas, vez ou outra, me vejo na obrigação de abrir a boca. Abaixo, está o texto de uma carta enviada por mim, hoje, ao Forum dos Leitores, do jornal O Estado de São Paulo. Espero que eles publiquem, integralmente ou, ao menos, no seu principal. De minha parte, estarei divulgando esse texto em meu blogue e em listas de discussão das quais participo. É o seguinte:

"Senhores,

A imprensa vem noticiando casos, nestes últimos tempos, de aposentados que são surpreendidos com descontos de parcelas de empréstimos, em suas minguadas aposentadorias, sem que eles tenham sido beneficiados por tais empréstimos. Aparentemente, já são milhares de casos de vítimas desses golpes. Alguém fica com o dinheiro dos empréstimos e cabe aos aposentados lesados saírem atrás, provando que não receberam o dinheiro, que não têm nada a ver com os golpes. Mas, pergunta-se, quem é que fornece os dados dos aposentados e de suas aposentadorias, para que os estelionatários possam agir?


Minha esposa e eu, ambos aposentados, ainda não fomos vítimas desse tipo de golpe, porém, há tempos vimos sendo atormentados, telefonicamente, por pessoas que se dizem agentes do BMG e de outros bancos de porte pequeno, nos oferecendo intermediação para a obtenção de empréstimos junto à Previdência Social. Eles têm nossos nomes completos, nosso número de telefone, sabem os valores que recebemos a título de aposentadoria, conhecem os valores máximos que poderemos obter de empréstimos consignados, e assim por diante. Ora, quem é que lhes fornece esses dados, que, presumivelmente, são conhecidos apenas pela Previdência Social? Não são dados sigilosos?Será que existem funcionários do INSS envolvidos, ganhando dinheiro com a venda de dados sigilosos e, talvez, envolvidos na aprovação desses empréstimos, a troco de comissão sobre os valores assim obtidos de forma fraudulenta, com características de estelionato?

Tudo isso deve ser uma coisa muito lucrativa, pois só na data de hoje, dia 2 de fevereiro, recebemos três telefonemas de assim ditos agentes do BMG nos oferecendo esses tais empréstimos consignados. Quem está por trás de tudo isto? Quem está fornecendo esses dados que só interessam a nós, aposentados, e à Previdência Social?"

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Gentes, isso é um absurdo! Trabalhei mais de 45 anos antes de obter minha aposentadoria. Tenho de continuar trabalhando, pois o que a Previdência Social me paga é insuficiente para chegar perto do  padrão de vida dos meus tempos de atividade plena. A Presidente deste país veta os índices para um aumento condigno aos aposentados. Aposentados, neste país, são considerados "peso morto", esquecendo-se, as autoridades, que os mesmos trabalharam e contribuiram com seus esforços para que este país se transformasse na sétima economia mundial, prestes a chegar ao sexto lugar, apesar dos bolsões de pobreza e desigualdades sociais que continuam existindo. Esquecem-se que nós, aposentados, durante nossas vidas, contribuimos para a formação do patrimônio da Previdência Social que deveria nos proporcionar a garantia de uma sobrevida digna. E, agora, ainda temos que conviver com amolações e sobressaltos como os narrados em minha carta ao jornal?

Tenho uma curiosidade: será que ilustres aposentados, como o ex-presidente Lula, o ex-presidente FHC, e outros políticos de renome nacional, estão passando por essas mesmas raivas, por essas mesmas apreensões?

Abração,
JF

segunda-feira, janeiro 16, 2012

ARMAÇÃO, EM ARMAÇÃO DOS BÚZIOS

Lá nos idos dos anos 60/70, no longínquo século XX, havia uma atriz francesa que andou freqüentando a praia em Búzios. Muito marmanjão viajava para lá, na esperança de tirar uma lasquinha dela ou, pelo menos, vê-la fazer um topelesinho maneiro, Aparentemente, ninguém se deu bem. Só a atriz se deu bem. Brigitte Bardot, parece-me, ganhou uma estátua na cidade.

Mas, vamos deixar essa história de lado e vamos ao que interessa.

Gentes, fui multado. Falando ao celular, enquanto dirigia, às 15,36 hs, do dia 23 de setembro de 2011, uma sexta feira. Sei que muita gente irá dizer:

“Bem feito! Você não sabe que além de proibido isso é perigoso?”

Pois é! Sei! Tanto que, quando toca meu celular e eu estou dirigindo, deixo-o tocando até que ele canse. Mas, no município de Armação dos Búzios, ou Armação de Búzios (a Prefeitura local se utiliza das duas formas), ou simplesmente Búzios, na falta de alguma atriz para distrair a molecada, resolveram investir no JF. Ou seja: eu! E lá estava o agente de trânsito, na minha cola, pronto para me autuar. Não tinha coisa melhor para fazer, não?

O problema é o seguinte: no estado do Rio de Janeiro, em direção ao norte, o máximo a que já cheguei, em toda a minha vida, foi Niteroi! Sabem Niteroi? Aquela da música do Gordurinha, lá do tempo dos antanhos:

“Só mesmo vendo como é que dói! Só mesmo vendo como é que dói! Trabalhar em Madureira, Viajar na Cantareira e morar em Niterói!”

Ehhh, saudosa Cantareira! Um dos serviços de barcos que traziam povo do outro lado da baia, devolvendo-o mais tarde, e que, certamente, a Brigitte não usou para ir a Búzios.

Ora, se nunca passei de Niterói, nem para ir espiar a Brigitte Bardot (juro!!!), como pude ser multado por estar em uma cidade bem lá prá cima? “Durma-se com um barulho desses”, como seria dito na época do Conselheiro.

Pois bem! Acontece que, pela manhã do dia 23 de setembro, eu saí de Itatiba/SP em direção à cidade de Sorocaba/SP, que dista uns 650 Km de Búzios. À tarde, retornei a Itatiba. E como provar? Fácil! Como rodo bastante pelas estradas, utilizo-me do serviço do “Sem Parar”. Ou seja: não paro nos postos de pedágio. Minha passagem é registrada por uma câmera e, no fim do mês, recebo a fatura com o valor de todos os pedágios pelos quais passei e cujo valor me é debitado (antecipadamente!!!) no cartão de crédito. E vocês sabem que no estado de São Paulo os pedágios são quase tão numerosos quanto os dias do ano. E estava tudo lá na fatura: os pedágios da ida e da volta. Imaginem que, às 15,57 hs, do dia 23 de setembro, foi registrada a presença de meu carro no pedágio de Itupeva/SP, caminho da volta, cidade a uns seiscentos e poucos Km de Búzios. E o melhor: a notificação da multa informava que não havia fotografia do veículo, por ter sido apenas anotada a placa pelo agente de trânsito. Que legal! Obviamente, na minha defesa, eu aleguei que um simples veículo VW não conseguiria fazer o percurso Búzios a Itupeva em 21 minutos, à velocidade supersônica de 1.900 Km por hora. Acho que nem os aviões da FAB conseguiriam. Agora, é aguardar o resultado de minha defesa. Por sorte eu tinha a fatura do “Sem Parar” como prova. Mas, e se não tivesse? Era pagar e ficar quietinho, pois quem tem de provar alguma coisa, neste caso, é o acusado. E dizem que essa história de “indústria da multa” é coisa que não existe!

Mas, pensando bem, até que foi “bem feito” para mim. Quem mandou eu não ir a Búzios espiar a BB? Pelo menos eu saberia, agora, onde é a cidade. Tontão!!!

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Gentes, na última blogagem , falei dos “ditos mal ditos”. Volto ao assunto porque esqueci-me de um, que fotografei, num ginásio de esportes na cidade de Registro-SP, lá por 2006/7, durante uma exposição de orquídeas.

No banheiro masculino, o aviso: “ABSORVENTES – Não jogar no vaso sanitario. Jogar no cesto”

Sim, minha senhora. Eu sei que a senhora observou. O “vaso sanitário” estava tão sem acento quanto o vaso sanitário estava sem assento. Não é isso que a senhora ia dizer? Ahh! Entendi! Sim, o aviso estava no banheiro masculino. Verdade! Visto por estes olhos e fotografado por estas mãos que, um dia, a terra há de os comer!
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QUEBRA CABEÇAS : O Eddie Wood (Ed para os íntimos) está perdido, aí no meio da floresta, com possibilidades de ser engolido por alguma onça, jacaré, tigre, leão, hipopótamo, girafa... Vamos achá-lo?

Gentes, o Ed acabou de passar por uma cirurgia nos olhos e está enxergando bem demais.
Nestes próximos dias ele estará blogando e contando a saga. Lá no blogue dele:


Aguardem um pouco, mas não percam.

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Por hora, é isso.

Um abração para todo mundo e até breve.

JF

sábado, dezembro 31, 2011

DITOS MAL DITOS

Gentes, frases e coisas recolhidas por aí.


Meu filho chegou de Araraquara e contou-me o slogam que viu por lá, de uma ótica: “Ótica F..., onde você trata a vista e paga a prazo”.

Notável, não é mesmo? Grande criatividade!

Certa vez, passando por Volta Redonda/RJ, Nina e eu até paramos para tirar uma foto: “Canário Moto Aventura – Unindo o Motociclista a Jesus”. Só não explicava se antes ou depois do desastre.
Dia desses, na fila dos velhinhos, no Bradesco, sendo que eu era o segundo velhinho da fila, um terceiro velhinho passou na frente para conversar com o primeiro velhinho. Pelo que pude entender havia muito tempo que não se viam. Lógico que conversa de velhinho com velhinho, de forma geral, é sobre a saúde. O que me chamou a atenção, mesmo, foi a frase do terceiro para o primeiro velhinho:

“Nesse meio tempo, tive dois enfartes fulminantes!!!”

Gentes, ficar olhando para fantasma não é comigo. Abandonei a fila e fui embora.
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Minha amiga Claudinha, aquela menina que escreve poesia em prosa, lá do blogue "Transmimentos de Pensações"   http://transmimentos.blogspot.com/   fez uma menção às órquídeas que me deixou muito feliz. Por sinal, a Claudinha também escreve poesia sob a forma de fotos, lá no "Lentes 2"   http://lentes2.blogspot.com/ 

Claudinha, que as orquídeas e mais todas as suas plantas se multipliquem e floresçam sempre mais e mais, juntamente com todos os seus desejos. Feliz 2012 para você e sua família.
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Pessoal,

Nesta virada de ano, em que não acertei a “Megasena da Virada”, desejo a todos aqueles que por aqui passam e seus familiares, todos meus amigos, um feliz 2012, com muita paz, amor, saúde, alegrias, realizações, sucessos, viagens maravilhosas, acertos na megasena, conta corrente bancária sempre "no azul", etc., etc., etc. (sendo que estes etcs. subentendem só coisas boas). A Nina está berrando lá de longe:

“Não esqueça de colocar que eu também desejo tudo isso a todos”. Recado dado!

Abração,

JF

domingo, outubro 23, 2011

UMA SIMPLES COMPRA DE CAMISA

Meu amigo Itamar, lá de Aracaju/SE, enviou esta história para as listas de discussão de internet NESO e am_or. É uma ótima história. Tão boa que pedi ao Itamar para reprisá-la aqui no blog. Aí vai.


UMA SIMPLES COMPRA DE CAMISA

Fomos ao shopping, a Vanda, nosso filho, Jr, e eu, para comprarmos umas camisas esporte para o JR. Eram quase cinco da tarde. Já no shopping e já andado por duas lojas, resolvi que ficaria lendo um jornal e tomando um chope enquanto a Vanda e o Jr comprariam as camisas. Assim achei melhor que acompanhar o dois por todos os lados. Já estava para terminar meu segundo chope quando o Jr veio me buscar dizendo que a Vanda escolheu duas camisas para mim e que eu fosse ver. Na loja, a Vanda tinha escolhido quatro camisas para mim e que eu escolhesse, destas, duas que me agradassem.

De imediato disse:

– Esta e esta.

A Vanda logo contestou:

– E porque não as outras duas, eu gostei delas.

- Porque você disse para que eu escolhesse duas entre as quatro.

- Mas estas outras duas estão tão bonitas...

- Tudo bem. Levaremos as duas que você escolheu.

- Mas eu quero que a escolha seja sua.

- Mas minha filha, assim eu chamo a Vanda, eu já escolhi e você não gostou da escolha.

- Mas eu ainda gosto mais das que eu escolhi embora eu tenha gostado das quatro.

- Por que então você me chamou para que escolhesse? Teria sido melhor você ter logo comprado e assim me faria uma surpresa.

- Mas como é difícil  comprar uma camisa para você!

- Minha filha, não tem nada difícil. Levaremos as quatro, então. Eu gostei de duas e você de duas, certo?

- Mas assim você está somente querendo me agradar.

- Mas eu vivo para lhe agradar, este é o meu prazer.

- Tudo bem. Levaremos as que você escolheu. Não quero que você leve as que eu escolhi, a contra gosto.

- Não adianta minha filha, não perderei a paciência. Levaremos uma de sua escolha e outra de minha escolha.

- Vamos levar as quatro. Mas eu gostei mesmo foi daquelas duas que estão na vitrine...

- Por favor, vendedora, pegue este cartão e conclua a venda destas quatro camisas, por favor!

Meu bom dia para todos vocês.

Abraços, Itamar.

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Este é um testemunho para que todos vejam como nós, maridos, somos pacientes. KKKKKKKKK

Abração e até à próxima.

JF

terça-feira, agosto 09, 2011

NÃO CORRA, DOIDÃO!

Gentes, vocês têm observado como tem aumentado a quantidade de radares nas estradas? Em compensação, desaparecem os policiais rodoviários. Antigamente, os policiais ficavam postados em pontos estratégicos, munidos de binóculo e cronômetro. Motorista pego em infração de trânsito levava uma bronca daquelas! Era para não esquecer tão cedo. Hoje, não! Você está em casa, tranqüilo, e chega sua correspondência. E, no meio de uma infinidade de mensagens de propaganda, você recebe uma multa relativa a excesso de velocidade em um local que você precisa se esforçar para lembrar que passou por ali. E onde foram parar aqueles policiais que ficavam surpreendendo os que corriam demais, os que ultrapassavam pelo acostamento, os que ultrapassavam em locais proibidos, e assim por diante, especialistas em passar aquela lição de moral nos motoristas infratores? Sumiram! Parece que, hoje em dia, não há mais o interesse de educar o motorista. Apenas o de multar. Apenas rechear os cofres.

Mas, os encontros com os policiais rodoviários, às vezes, originavam histórias engraçadas.

Em 1961, fomos conhecer Brasília. As estradas não tinham a estrutura de hoje em dia, mas até que davam para viajar-se nelas. E, assim, meus pais, minhas duas irmãs e eu seguimos para a nova capital no carro que meu pai tinha na ocasião, um Chevrolet Bel-Air, 54, em uma época em que automóvel era feito para durar bastante. Gentes, como Brasília era longe! Meu pai não era de correr. Porém, nas circunstâncias, estava voando baixo. Pois não é que, lá pelas tantas, um policial rodoviário mandou meu pai parar?

“O senhor vinha pela estrada a mais de 120 por hora.”

“Não, “seu” guarda. Eu vinha controlando o velocímetro. Estava a 80 Km por hora.”

O policial olhou para o velocímetro:

“Seu velocímetro não marca em quilômetros. Seu velocímetro marca em milhas.”

E o motorista (meu pai), fazendo-se de inocente:

“Ora, e não é a mesma coisa?”

“Lógico que não! Quando seu velocímetro marca 60 milhas, o senhor está a 90 Km por hora. A 80 milhas, o senhor está a 120 Km!”

Na verdade, até um pouco mais, pois a milha terrestre corresponde a pouco mais de 1.609 metros. Mas, o motorista não iria, nessa hora, querer dar o braço a torcer e nem ensinar detalhes ao policial.

“Um momento, “seu” guarda!” Meu pai procurou um papel e algo que escrevesse e pediu ao policial que repetisse as medidas.

“Quando seu velocímetro marca 60 milhas, o senhor está a 90 Km por hora.  A 80 milhas, o senhor está a 120 Km por hora!”

Meu pai, diligentemente, anotou no papel:

60 milhas = 90 Km       80 milhas = 120 Km

“Então, “seu” guarda. Pelo que estou entendendo, eu só posso ir um pouquinho acima das 50 milhas, que equivalem a 80 Km?”

“É isso mesmo!”

“Muito obrigado, “seu” guarda. Agora que anotei, já estou sabendo. Vou tomar cuidado.”

“Muito bem! Não vou multá-lo, desta vez. Mas, fique dentro desse limite.”

E, assim, sob muitas gargalhadas, continuamos com nossa viagem a Brasília. Nem preciso dizer que, dois minutos depois, com a autoridade já distante, o velocímetro do carro voltou a marcar 80 milhas por hora.

Bons tempos aqueles em que a gente encontrava pela frente um policial rodoviário. Hoje, radar nenhum iria ensinar ao meu pai a relação entre a milha e o quilômetro. Se bem que ele sabia e muito bem.

Meu pai e minha mãe indo para Sorocaba. Minha mãe na direção do  fusquinha 58, novinho, dos primeiros fabricados na recém inaugurada fábrica de São Bernardo do Campo. Minha mãe tinha pé pesado! Como corria! O guarda mandou parar e pediu os documentos. Ao ver o sobrenome, ele perguntou:

“A senhora é parente do Padre Aldo, de Sorocaba?”

Salva! O guarda era amigo do Pe. Aldo, segundo ela imaginou. Abrindo um sorriso, respondeu:

“Sou, sim. Ele é primo do meu marido.”

“Só podia ser! Eu multo o Pe. Aldo, nesta estrada, por excesso de velocidade, quase toda semana!”

E minha mãe,com sorriso amarelado, amargou mais uma multa por excesso de velocidade em estrada.

Bons tempos! Eu também passei por uma dessas, incólume. Mas, a postagem está ficando longa. Fica para outra hora.

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A LOIRA DE GUAXUPÉ/MG

Gentes, depois de abraçar a loira errada, pensando que era a loira certa, na exposição de orquídeas de Rio Claro, conforme contei na última blogagem, quero, agora, me redimir. Apresento para vocês a Rainha das Orquídeas de Guaxupé/MG, na exposição de orquídeas dessa cidade, no final de julho. O fato de ela ser loira é mera coincidência. O que eu estava fazendo ao lado dela? Foi mera coincidência! Juro!


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O BLOG DO ED (meu cão beagle)

Pessoas e pessoos. O Eddie Wood, meu cão, estará postando uma nova mensagem, amanhã, lá no seu blog   http://edbeagle.blogspot.com/   Não deixem de ver. Será sua postagem comemorativa ao seu décimo aniversário.

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A foto com a Rainha das Orquídeas foi feita pela Nina. Que é que vocês estavam pensando?

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Abração e até à próxima

JF

terça-feira, junho 21, 2011

PIZZA DE ALFACE

Vocês sabem o que é ir a uma pizzaria e ficar comendo pizza de alface? Pois foi o que aconteceu comigo, neste último fim de semana, em Rio Claro/SP.

A exposição de orquídeas de Rio Claro transformou-se, com o correr dos anos, num ponto de encontro nacional dos orquidófilos.  Vem gente de muitos estados e até da Argentina, Bolívia. Nesses encontros, muitas amizades de internet se materializam, além de se solidificarem velhas amizades. No ar, além da beleza das flores, a alegria do encontro com os amigos.

Na sexta feira à tarde, logo ao chegar ao estacionamento do hotel, vi uma amiga querida, de São Paulo, que não via há algum tempo, a Suzi. Larguei as malas no chão e fui em direção a ela, já  com os braços abertos. Um sonoro beijo no rosto e um abraço bem caloroso. A Nina, que vinha atrás, também deu um abraço. Só que não tão entusiasmado. Pareceu-me que ela achava que tinha alguma coisa que não estava certa. Meu amigo Damião, que fora comigo, aproximou-se e eu anunciei, entusiasmado:

“Olha só quem está aqui!”

Damião aproximou-se e também a abraçou, certo de ser alguma amiga, embora ele não tivesse reconhecido. 

Bom, ao lado da Suzi havia um senhor, que, pela idade, imaginei ser o pai dela. O senhor possível pai sorriu para mim e foi logo estendendo a mão e se apresentando. Nem me perguntem o nome dele, pois acabei não guardando. Porém, outros amigos que estavam por perto, tendo me visto abraçar tão calorosamente a loira... Havia me esquecido: a Suzi é loira!  Pois esses amigos, depois, me perguntavam:

“Quem é ela?”

“A Suzi. Vocês não reconheceram?”

“Ué! A Suzi cresceu e parou de usar óculos?” Ficou todo mundo na dúvida, embora eu insistisse.

E foi assim que todos ficaram sabendo, graças a mim, que a Suzi tinha ido à exposição de orquídeas de Rio Claro. Pior foi a Carmen!

“Eu convidei a Suzi para vir comigo e ela disse que não podia. Precisei viajar sozinha e agora ela aparece por aí!”

À noite, ao voltarmos da inauguração solene da exposição, a Suzi estava na recepção do hotel pegando a chave do apartamento. Juliana não agüentou mais e perguntou quem era ela.

“Sou a Deolinda. Sou orquidófila, de Rio Preto!”

Gentes, notícia ruim se espalha mais que tiririca em terra boa. Era óbvio que eu beijara (no rostoooo!) e abraçara a loira errada. Mas, convenhamos, houve a conivência dela! Afinal, não protestou! Mesmo eu a chamando de Suzi. Verdade que a Nina duvidou da identidade, mas achou que eu conhecia a pessoa.

Manhã seguinte, no restaurante do hotel para o café da manhã, a notícia do “abraço do JF” já se espalhara e estava na boca de todo mundo. Evidentemente, alguns engraçadinhos começaram a exagerar na descrição do abraço e... Vocês sabem como são os maldosos, não é mesmo?O certo é que todos riam às minhas custas.

Alguns minutos depois e a falsa Suzi aparece no restaurante. Comoção geral! Eu fiquei com vontade de me jogar no chão e ir me esgueirando, engatinhando por entre as mesas, até chegar à porta. Minha amiga Vera, de Fortaleza, que já estava com dor nos maxilares de tanto rir, chamou a falsa Suzi, que nesta hora também já estava sabendo do que estava acontecendo, para esclarecer tudo. Felizmente, a verdadeira Deolinda, ou falsa Suzi, como queiram, levou tudo na esportiva e também caiu na risada. Nina e ela até bateram longos papos.

Mais tarde, ao saber que a Suzi era uma falsa Suzi, até a Carmen se acalmou e foi mais uma a ficar rindo de minha cara. Pode uma coisa dessas? Será que ninguém pode perdoar e esquecer-se de um pequeno e ingênuo (juro!) engano?

Gentes, depois de tudo isso, olhando melhor, tirando o fato de ambas serem loiras, até que não eram assim tão parecidas. Fazer o que, não é mesmo? Na verdade, eu nunca fui bom com nomes e fisionomias. Por isso, senhoras que estão lendo esta crônica, se, um dia, eu me aproximar de vocês e lhes der um beijo estalado no rosto e um abraço apertado, por favor, não me levem a mal. Eu não sou um cafageste inescrupuloso e sem vergonha. Sou apenas um pacato míope!

Ah! E o por quê de eu estar comendo pizza de alface? Foi a Nina:

“Isso só pode ser excesso de colesterol! Daqui para a frente, você só come pizza de alface. Por castigo e para aprender a não ficar beijando e abraçando loiras por aí. E nem morenas!”

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Gentes, só mais uma historinha. Bem pequena!

Fui ao aeroporto de Viracopos pegar minhas amigas Vera e a filha Juliana, que vieram de Fortaleza para participar da Expo-Rio Claro. O avião chegou com atraso.

Imaginem que, na escala em Salvador, avião descendo e, de repente, uma arremetida e voltou a subir. Depois, ficou sobrevoando Salvador até, de novo, começar as manobras de pouso. Desta vez, com sucesso.

Mas, enquanto sobrevoavam a cidade, o comandante informou a razão para a interrupção da manobra de pouso: um bando de cães passeava tranquilamente pelas pistas. Só rindo, mesmo!

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A foto é de autoria de minha amiga Carmen, de São Paulo.

Abração e até à próxima.

JF

domingo, junho 12, 2011

CUIDADO COM AS IMITAÇÕES

Se há coisa que tenho raiva é imitação! Não estou falando das imitações feitas por humoristas, na TV. Destas, em sua grande maioria, eu tenho é pena dos tão mal imitados e... poxa!, tenho mais pena ainda dos imitadores que não sabem imitar. E o que dizer das imitações vindas do Paraguai? Whisky fajuto, com belas marcas escocesas, fabricado aqui no Brasil e contrabandeado para a ex pátria do Solano Lopes. E, de lá, recontrabandeado para o Brasil. Imitações de tênis, imitações de jeans! Tem as imitações de relógios Rolex...

Engraçado, assaltante não rouba Rolex falsificado! Só de bater o olho eles já sabem que é fajuto. Só o feliz possuidor, que deve ter pago uma nota, é que não nota.

Agora, o que me irrita mesmo, de verdade, no máximo de minha irritação, são aqueles que procuram passar-se por mim. É verdade! Imitadores do JF! Eu me explico.

Sou um cara deveras conhecido nos meios orquidófilos pátrios, extra-pátrios e até apátridos. Por quê? Porque sou, oras! E vocês sabem que minha modéstia me impede de vangloriar-me com isso.

O drama é quando compareço a alguma exposição de orquídeas e, depois, comento nas listas de discussão, da Internet. Certamente alguém irá responder:

“Você esteve lá? Puxa, eu também fui e  não o conheci!”

Ou então:

“Caracoles, usted estabas allá? Mira, como no te reconoci?” Ou algo mais ou menos parecido com isso.

Dessa forma, para poder ser reconhecido por amigos internautas, nessas ocasiões, mandei fazer um boné no qual, na parte de cima, mandei bordar minhas iniciais, JF, que é como sou mundialmente conhecido nesses ambientes, modéstia à... Modéstia que vá às favas!

Acontece que a bordadeira gostou da idéia e a vendeu para alguma empresa fabricante estrangeira de roupas esportivas (talvez, a Adidas?). A idéia do boné com as iniciais? Não! Simplesmente, vendeu a idéia de minhas iniciais para utilização em qualquer coisa que cubra a cabeça.

Daí para frente, pelo mundo afora, uma porção de gente sequiosa de fama, mas longe dela, passou a utilizar-se de minhas iniciais, JF, na cabeça. Pode uma coisa dessas?

Vejam as fotos de alguns desses desconhecidos, espalhados por este mundão sem fim, que já aderiram à minha forma de ser devidamente reconhecido.






Portanto, meus amigos, ao se depararem com alguém com a cabeça encimada pelas iniciais JF, não se enganem! Examinem bem! Pode ser que não seja eu, o legítimo JF. Como me irritam esses caras que buscam seus minutos de fama!

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BELAS FOTOS, NO BLOGUE "LENTES2"
Pessoal, vocês conhecem a Claudinha, né? Do blogue "Transmimentos de Pensações" (http://transmimentos.blogspot.com/), onde ela faz prosa com sabor de poesia. Pois é! A Claudinha tem um outro blogue, "LENTES2" onde ela faz postagens de belas fotos. Na verdade, fotos com sabor de poesia. O endereço?  http://lentes2.blogspot.com/  Vale a pena ver.

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Abração e até à próxima.
JF (o verdadeiro)

terça-feira, maio 31, 2011

UMA COBRA NA CIDADE GRANDE

Lá pelos primeiros anos de sítio, nos anos 70, tínhamos muitas cobras pelas proximidades da casa. Posteriormente, com muita limpeza no entorno, conseguimos, praticamente, acabar com os ratos. E, com o fim dos ratos, as cobras foram sumindo. Hoje em dia, ainda aparecem, mas são raras.


Mas, naqueles tempos, imbuído de muito espírito cívico, em costumava capturar cobras e entregá-las ao Instituto Butantã, em São Paulo, para a utilização na produção de soro anti-ofídico. Também capturava aranhas para entrega ao Instituto Butantã. E, para mim, arrastou-se pelo chão era cobra perigosa. Escondeu-se atrás de algum tijolo ou pedaço de madeira, era aranha venenosa. E, nessas condições, o destino de cobras e aranhas capturadas era sempre o Instituto Butantã. Capturava a bicharada no final de semana e, segunda feira, lá estava eu entregando as caixas no Instituto.

Naquela época, eles tinham por norma (devem ter, ainda) enviar um cartão agradecendo a remessa e identificando o animal enviado. Muita gentileza, embora o agradecimento demorasse vários meses para chegar. E, quando chegava o cartão, às vezes havia alguma surpresa, como por exemplo: a cobra era uma inofensiva “limpa-campo”. Ou, então, a cobra era nada mais nada menos que uma “cobra cega”. Que, na verdade, não é cobra e, sim, um lagarto. Mas, como é que eu iria saber? A cobra aparecia e eu já saia correndo com uma caixa de papelão que jogava sobre ela. Depois, era uma tremenda ginástica para fechar a caixa, sem que a cobra fugisse. Lógico que, depois, eu fazia uns furinhos na caixa para que a coitada respirasse. Afinal, e se ela fosse asmática? Precisaria de muito ar.

Quando eu levava a bicharada em horário de expediente, em geral, eles abriam e davam a classificação na hora. Mas, quando era horário de almoço, entregava para alguém que estava por ali, pessoa não autorizada a abrir, deixava nome e endereço, e aguardava.

Certa vez, capturei uma tremenda cobra. Bem, não muito grande. Estava mais para média. Mas de estatura pequena... Tá bem! Era uma cobrinha. Talvez uns 60 ou 70 centímetros de comprimento. Ao entregar a caixa, o funcionário balançou e comentou:

“Nossa! Esta deve ser enoooormeee!!”

Saí de lá com raiva do sujeito. “Vai gozar da cara da mãe”, pensei comigo mesmo.

Nessa época, como eu tinha uma família de dois filhos e uma esposa que, ao viajarem por dois dias, faziam questão de levar bagagem suficiente para dois meses (é hoje que a Nina me bate!), eu tinha uma Variant que, além daquele baita espaço traseiro para malas e outras bagunças da família, tinha, também, um porta-malas na frente, que era onde eu carregava minhas tralhas (também tinha meus direitos, né?), inclusive caixas com cobras e vidros com aranhas.

Lembro até hoje. Foram dois meses depois de o engraçadinho brincar com o tamanho da cobra que eu levara. Mandei fazer uma lavagem total do carro. Quando o lavador foi tirar o estepe de dentro do porta-malas dianteiro, ao levantar o pneu, deu de cara com a cara de uma cobra descarada. O susto foi tão grande que ele mudou de cor, na hora. Ficou mais verde que camisa de palmeirense, depois ficou mais azul que o céu de anil brasileiro, aí ficou mais vermelho que telhado de casinha desenhada por criança de pré-primário... Enfim, passou por todas as cores do arco-íris em questão de fração de segundos. Vocês já pensaram num cara todo distraído, assobiando o hino de Corínthians, e, de repente, encontrar uma cobra habitando o porta-malas dianteiro de um VW-Variant? Não é brincadeira! É de assustar qualquer marmanjo.

Todo mundo que estava num raio de uns 238 metros de distância do carro veio apreciar a cobra. Já estavam a ponto de chamarem bombeiros, polícia, fuzileiros navais, quando alguém olhou melhor e disse: “Mas ela está morta!” Não só morta, como seca. Devia estar ali havia muito tempo.

Só sei que fiquei bastante tempo tentando imaginar como é que uma cobra iria escalar meu carro para ir instalar-se atrás do pneu de reserva. Ainda bem que, por aqueles tempos, não furou nenhum dos pneus titulares. Até que, uns meses depois, ali por 03 de setembro de 1976, recebi, do Instituto Butantã, o costumeiro cartão, com as anotações datilografadas: “RECEBEMOS E AGRADECEMOS sua remessa de 19/4/76 – serpente nenhuma: caixa VAZIA”.

Gentes, desculpem-me! Pela humanidade sou até capaz de fazer outras benemerências. Mas, carregar cobras, no meu carro, nunca mais! Não me peçam!


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VOTEM NA MAZÉ!


Pessoal, minha amiga Mazé, do blogue http://umpensamentovirtual.blogspot.com/ está participandode um confronto e está precisando dos nossos votos. É só entrar no endereço http://dado.pag.zip.net/ . Aparecerá um quadro central. Nesse quadro, rolem até o Confronto 6 e cliquem no nome da Mazé.

E não deixem de ver a postagem da Mazé. Excelente! E nos ensina a identificar os loucos à nossa volta.

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EDDIE WOOD ESTÁ DE VOLTA!

Gentes, esse Ed é de morte, mesmo! Eita beagle metido! Foi só eu falar, na minha postagem anterior, que ia contar como é que a Nina faz para explodir panelas de pressão que ele correu na frente e postou lá no blogue dele. Pode uma coisa destas? Verifiquem com os seus próprios olhos! É no http://edbeagle.blogspot.com/

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É isso aí, gentas e gentos.

Abração e até à próxima.

domingo, maio 15, 2011

"PICATA À LOMBARDA"

Meus amigos casados! Por acaso algum de vocês já foi vítima de experiências culinárias da esposa? Eu já fui! É o seguinte.


A Lu (...eeepa!) e o Adriano ainda eram pequenos. Num domingo, fomos a uma cantina almoçar. Como sempre, na hora da escolha do prato as preferências eram as mais variadas possíveis: “eu não gosto de legumes...”, “eu quero chocolate”, “quero a minha coca-cola, agora”, e por aí a fora. Pois nesse dia, a escolha geral, minha e da Nina, com a concordância forçada das crianças, foi um prato chamado “Picata à Lombarda”. Trata-se de um filé ao molho madeira, acompanhado de um arroz especial, com muito cogumelo, queijo, vinho, molho branco, e sei lá mais o quê, muito bom.

Domingo seguinte, a Nina sentenciou que iria preparar a tal de “Picata à Lombarda”. Eu ainda ponderei: ”Será que não é mais fácil irmos ao restaurante? Assim, não haverá panela prá ser lavada!”

Vocês não conhecem a Nina. Quando ela cisma... E tem que ser na hora! Munida de todos os ingredientes, ao menos ela pensava que sabia todos, começou a “operação Picata à Lombarda 1”.

Gentes, preparar a carne foi fácil. Mas, e o arroz? Ficou uma papa parecida com argamassa de areia e cimento usada por pedreiros para levantar uma parede de tijolos. Verdade! (Espero que ela não leia isto aqui!)

Resultado? Domingo seguinte, lá estávamos nós no restaurante comendo “Picata à Lombarda”, pois ela precisava entender o que era colocado no arroz.

Obviamente, final de semana seguinte, desencadeou-se a “operação Picata à Lombarda 2”. Mais uma vez, o arroz ficou aquela gororoba. Se a gente jogasse arroz para o alto, ele grudaria no teto. Juro!

Preciso contar o que aconteceu no final de semana seguinte? Adivinharam, né? Pois foi isso mesmo! Fomos à cantina comer “Picata à Lombarda”, pois ela precisava descobrir o que é que entrava naquele arroz misterioso. Arroz, ela sabia que levava. Também os cogumelos. Mas, qual era o tipo de queijo? Que tipo de vinho? E o que mais levava?

Resumindo: foi um ano comendo “Picata à Lombarda”. Semana sim, na cantina. Semana não, a gororoba lá em casa. Na verdade, depois do primeiro mês, ninguém mais agüentava falar daquele prato. Nessas alturas, já se aceitaria qualquer outra coisa, jiló, abóbora, rapadura... Mas, não! Tinha que ser a “Picata à Lombarda”, pois ela tinha que descobrir o segredo. E quem era suficientemente besta para contrariá-la?

Um dia, quando estávamos completando nosso primeiro aniversário de “Picata à Lombarda”, finalmente, ela resolveu dar uma de “esperta”. Quando o garçon se aproximou para anotar as bebidas (Sim! Nessa altura, ele já nem perguntava mais o que iríamos comer, pois já era do conhecimento geral da casa.), a Nina perguntou:

“O que é essa “Picata à Lombarda”?”

O garçon deixou o bloquinho de notas e a BIC caírem no chão e ficou olhando para ela, sem fala. Sem fala, propriamente, não. Pois ele ainda conseguiu balbuciar:

“Co... co... como?”

Bom, ele forneceu a receita, tintim por tintim, para ela. Precisei amarrá-la à cadeira, pois não queria mais almoçar na cantina. Queria voar para casa e desencadear a malfadada “operação Picata à Lombarda 27”. Com muita paciência e carinho consegui convencê-la a ficar e que deixasse a “Picata” caseira para o domingo seguinte.

E assim foi. Deixamos de ir à cantina e, por muitos anos, aos domingos, almoçávamos a famosa “Picata à Lombarda”, a da Nina.

Hoje em dia esse prato já ficou raro, aqui em casa. Mas, como ia contar a história, aqui no blogue, pedi a receita à Nina, pois acredito que muita amiga gostaria de preparar. A resposta dela:

“Sei lá! Eu já mudei tanto essa receita. Depende do que eu tiver disponível, na hora!”

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Pessoal, nesta segunda feira, 16, Nina e eu estaremos completando 42 anos de casamento. Se eu me arrependo? SIIIMMMMM!!! Me arrependo de não ter começado a namorar com ela mais cedo (apesar de ela quase me intoxicar com a “Picata à Lombarda”). É verdade que ela tinha só dezesseis aninhos! Se começasse a namorar antes disso, talvez dissessem que era pedofilia... Não! Tá bom como foi, como é e como continuará sendo.

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Vocês acharam que eu exagerei quando falei das experiências culinárias da Nina? Perguntem para minha filha, a Lu, lá do blogue “...eeepa!” Certamente ela lerá a história e confirmará tudinho. Mas, esperem até eu contar prá vocês sobre a explosão da panela de pressão, com uma lata de leite condensado dentro, provocada pela Nina. Vocês nunca mais irão duvidar dos meus relatos. Enquanto isso, façam uma visitinha à Lu, no HTTP://eeepa.blogspot.com .

Abração e até à próxima.
JF

segunda-feira, maio 02, 2011

HENRIQUE, HENRIQUE! ONDE ESTÁS?

Você, minha senhora, que passa diante de portas de WCs masculinos, em restaurantes de beira de estrada, certamente já deve ter-se perguntado “como será um banheiro masculino”?

Não tem muito segredo, não. Tem os cubículos fechados para aqueles que, digamos assim, necessitam ficar mais tempo e não podem fazer em pé. Também têm as pias para lavar as mãos, ao menos para aqueles mais asseados. Papel? Bem, em alguns banheiros masculinos tem. Mas, nem sempre. Às vezes, fica por conta do usuário. Que se vire!

Porém, WC masculino tem uma parte que WC feminino não deve ter (Acho que não tem, afinal, nunca entrei em um WC feminino prá saber!). É a parte em que os homens ficam em pé, lado a lado, para... hummm... digamos assim... satisfazer às necessidades líquidas da natureza. Embora pareça simples, esta é a parte perigosa, onde perdemos nossa privacidade. Alguns WC masculinos ainda têm uma espécie de biombo, com um metro de altura e uns trinta centímetros de largura, preso à parede, para evitar que um homem encoste no outro. Sabem como é?

Mulher é muito cuidadosa com WCs de restaurantes em beira de estrada. Com a Nina, por exemplo, às vezes passamos em frente a inúmeros restaurantes de beira de estrada até que ela entenda que um é “entrável”. Já para os homens é diferente. Segundo a Nina, “prá vocês até barranco, em beira de estrada, ou árvore, serve”. É verdade, porém muito relativo. É que, na beira de estrada, não tem ninguém olhando diretamente para o nosso... vocês me entendem!

Já, no WC masculino de restaurante de beira de estrada a realidade é outra. Cada homem ocupa o seu espaço intra-biombal e ali satisfaz às necessidades mais rápidas que a natureza lhe impõe, se é que me entendem. Mas, aí vem uma outra questão. O que faz o homem, nesse micro espaço que lhe é reservado, enquanto despeja aqueles restos de cerveja tomada na véspera?

Olhem... quero dizer: entendam, é uma situação constrangedora, pois o biombo mal chega à altura do ombro. Com isso, se olhar para o lado, o homem irá ver seu companheiro de satisfação de necessidades. E isso não é nada agradável. Se o homem olha, uma leve preocupação já se instala na mente do outro. Se diz “bom dia”, a dúvida já se instala na mente do companheiro. Se sorri... não existem mais dúvidas: “esse cretino está querendo me cantar!” Portanto a única coisa que nos resta, nesses momentos íntimos, é olhar para a frente. Para a parede. Alguns restaurantes de beira de estrada facilitam as coisas e costumam afixar páginas de algum jornal diário, em geral daquele jornal que você não gosta. Mas, numa situação dessas, você vai ligar para o jornal exposto? O jeito é aproveitar e se atualizar com alguma notícia. Para mim, que só tenho problemas de visão para distãncias, é um pouco chato, pois, para ler, não necessito dos óculos. Mas, vale o sacrifício de tirá-los. Entretanto, nem sempre os donos de restaurantes são benevolentes a ponto de nos facilitarem esses momentos de estada em seus estabelecimentos e não colocam jornal nenhum. Nestes casos, devemos utilizar nossa imaginação e encontrar alguma coisa para fazer, como por exemplo, contar, na vertical (na horizontal vamos encontrar o olhar do vizinho), quantas carreiras de azulejos existem até o teto. Outras vezes, dependendo do grau de limpeza do local, e sempre olhando verticalmente, de baixo para cima, procuramos mosquitos, pernilongos, baratas, lagartixas, e outros bichos. É que, eventualmente, um deles pode ser uma dessas micromicromicro câmeras espiãs e a nossa foto, com o... seguro em uma das mãos pode ir parar na internet. Nunca se sabe!

Mas, toda essa explicação, minha senhora, é apenas para que você entenda a situação de constrangimento a que se submete um homem, em WC de restaurante de beira de estrada, pois o intuito desta postagem é outro. Vamos aos fatos.

Dia desses, estava eu me dirigindo a São Paulo e precisei parar em um restaurante de beira de estrada para ir ao WC. Estava eu, lá, entretido em contar a quantidade de carreiras de azulejos da parede, quando escuto, na porta, a alguns metros de mim, uma voz feminina:

“Henrique! Ohhh, Henrique!”

Ninguém respondeu. Novamente:

“Henriqueeee! Henrique!”

Nada! Parece que o Henrique não estava ali. Ou então, morto de vergonha, ficou quietinho trancado em um dos cubículos fechados.

É lógico que a curiosidade bateu. Será que ela chamou o Henrique na porta, mas do lado de fora, ou teria entrado dentro do WC masculino, logo após à porta, para chamar pelo Henrique? Era só virar a cabeça e olhar, não é mesmo? Pois não é tão fácil assim. Se eu olhasse de lado, para ver a cara dela, provavelmente o que veria seria a cara do meu companheiro da baia ao lado. Ele iria, logo, desconfiar de minhas intenções e poderia não gostar. Ou poderia gostar, sei lá! Percebem como é difícil? Assim, permaneci contando azulejos até o término da operação, quando lavei minhas mãos, asseado que sou, e sai do WC masculino do restaurante de beira de estrada. Do lado de fora já não havia mais ninguém e segui minha viagem com a curiosidade não apenas insatisfeita como aumentada. O que levaria uma mulher a chegar na entrada de um WC masculino de restaurante de beira de entrada e chamar por um tal de Henrique? Muitas hipóteses me passaram pela cabeça:

- Henrique seria o filho da mulher e tinha sumido num momento de distração dela;

-Henrique seria um genro cansado da sogra rabugenta e que fugiu de fininho, sem que ela percebesse, abandonando-a num restaurante de beira de estrada;

-Henrique seria um marido de uma dessas mulheres que não param de dar palpites enquanto ele dirige “você está correndo demais”, “acho que você errou a estrada”, “que barulho (o ronco do motor funcionando) é esse que o carro está fazendo?”, e que, como no caso da sogra, saiu “de fininho”, sem que ela percebesse;

-Henrique não existiria. Foi apenas um pretexto utilizado pela mulher para entrar no WC masculino do restaurante de beira de estrada e olhar para ver como era lá dentro. Ou, pior, uma tentativa de ver o que os homens estavam segurando, na hora da satisfação das necessidades impostas pela natureza . Vocês me entendem, não é?

Enfim, essas foram as hipóteses que levantei, mas não fiquei satisfeito. Assim, peço a vocês, gentis leitoras e leitores, que me esclareçam com novas hipóteses: o que faria uma mulher chamar pelo Henrique, na porta do WC masculino de um restaurante de beira de estrada?
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PLAYGROUND DOS DINOSSAUROS

Gentes, juntei-me à Jack, ao Itiro, ao Marco Santos e ao Paulo e, agora, também estou postando no blogue "Playground dos Dinossauros"   http://www.flintstones.blogger.com.br/  Minha primeira postagem foi sobre os telefones da época em que pedíamos a ligação diretamente à telefonista. Meu nome, lá no blogue? JFlintstone. Aguardo a visita de vocês.

E, para completar a informação sobre meus blogues, também participo do blogue do Ed Wood, meu cão beagle chantagista. Como ele não consegue digitar (tem dedinhos a menos, em suas patas), ele dita (verdade!) e eu digito. O Ed (eu, também) aguarda a visita de vocês lá no blogue onde ele conta suas aventuras:
http://edbeagle.blogspot.com/
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Abração e até à próxima,
JF