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Era
o final de ano de 1949 ou 1950. A rua era a 21 de Abril, bairro do Brás, São
Paulo em época que as crianças podiam brincar na rua. Era a rua onde morávamos.
E lá estava eu dando minhas primeiras pedaladas na bicicleta novinha, sem
nenhum adulto ao lado para me segurar, e veio o tombo. Pois não é que tinha um
adulto já devidamente posicionado (no caso, meu próprio pai), com sua máquina
fotográfica Kodak modelo “caixão”, pronto para fazer o instantâneo flagrante e me
colocar no campo do ridículo perante as futuras gerações? Fui motivo de muita
gozação de parte dos meus filhos. Hoje, são as netas que olham a foto e nem se
preocupam em disfarçar. Riem na minha cara, mesmo! Um dia, lá no século 22, sei
que meus tetra ou penta-netos irão olhar a foto, acharão muito engraçado e irão
rir muito do
tombo do penta-avô Zeca. Se é que, daqui a cem anos as
pessoas saberão o que é (ou o que era) uma bicicleta. Talvez até pensem, vendo
a foto, que se trata de algum instrumento musical antigo, ou um liquidificador,
ou uma máquina de tortura, ou sei lá o quê. É por isso que os pais devem tomar
muito cuidado com as fotos dos filhos. Onde já se viu fotografar tamanho desastre? Eu nunca me esqueci desse fato, sem
necessidade de uma foto para me manter conscientizado. E sei que, para sempre,
terei presente na cabeça a famosa frase “o primeiro tombo de bicicleta a gente
nunca esquece”. Que vexame! - x - x - x - x - É isso aí, amigos. Grande abraço a todos e até à próxima JF