sábado, abril 11, 2015

ADEUS, AMIGÃO!


Sexta feira, onze e meia da noite, depois de um dia cansativo na expo-Orquídeas de Vinhedo e já me preparando para mais cansaço no dia seguinte, fui deitar. Do lado de fora do quarto, Eddie Wood (Ed para os íntimos) me esperava. Entrei e ele entrou atrás, bem fraco, quase cambaleante, e foi para sua caminha. Não teve força suficiente para se deitar e precisei ajudá-lo. Como de costume, fiz festa em sua cabeça e ele me olhou com o resto de visão que ainda possuía, como que me desejando, também, uma boa noite. Deitei-me e dormi. Hoje, pela manhã, a Nina veio me contar que o Ed havia morrido durante a noite, dormindo. Fui ver. Ele ainda estava deitado em sua caminha, na mesma posição em que eu o ajudara a ficar. Obrigado, amigão, por todas as alegrias que você nos proporcionou ao longo de seus pouco mais de treze anos conosco. Você vai nos fazer muita falta.

quinta-feira, janeiro 22, 2015

VOLTA, MEU AMOR! Ou: MARIDO SOZINHO DURANTE A VIAGEM DA ESPOSA

É difícil! Minha mulher foi a São Paulo visitar os filhos. Foi, não! Eu precisei levar, afinal, quem pode recusar a um pedido assim:
“Você não vai me levar? E se eu precisar parar prá ir ao banheiro?”
É verdade! Uma hora e quinze de viagem é muita coisa. E lá fui eu.
Antes, quando ela viajava, a caseira preparava minhas refeições. Agora, sem a caseira, tudo ficou muito, mas muito mesmo, mais difícil. Só que a Nina é prática. Assim, já deixa todas as minhas refeições prontas, na geladeira, e as instruções de preparo. Quanto às refeições da bicharada, nada demais. Tem ração para todos.
E, assim, iniciei meu período sozinho, ao voltar de São Paulo, na terça à tarde. Ao entrar na cozinha, um lindo abacaxi me olhava, de seu posto na fruteira. Oba! Suco de abacaxi natural! Tão fácil de fazer quanto o suco de abacaxi de caixinha vindo do supermercado.
Peguei o abacaxi e... Como é que se tira a casca desse negócio? É como uma banana? Ou descascando como uma laranja? Uma faquinha deve resolver. Não resolveu nem para tirar a coroa. Resolvi serrar e peguei a faca de pão. Também não deu certo. Uma faca grande acabou dando conta do recado, embora eu esteja desconfiado que ela cortou demais, pois só sobrou menos da metade do abacaxi. Ô fruta complicada! Abacaxi é um abacaxi!

A operação seguinte deverá ser mais fácil, imaginei eu, enquanto pegava o processador. Ajeitei o menos de meio abacaxi dentro dele, praticamente inteiro, da forma como sobrou, coloquei a água, e foi um custo fazê-lo funcionar, já que eu desconhecia o fato de que, sem tampa, ele não liga. Não deu muito certo e resolvei partir para o liquidificador. Só que, desta vez, resolvi que deveria picar o abacaxi que saíra inteirinho do processador, nadando na água. Coloquei o abacaxi picado, coloquei açúcar, enchi o copo com água e liguei. Vocês nem imaginam como ficou a cozinha. Eu esqueci de tampar o copo e voou água para tudo quanto era lado, principalmente para o meu lado. Fiquei todo molhado! Assim já era demais. Abandonei o abacaxi e tomei água pura, mesmo.

Mais tarde, chegou a hora do jantar. Lógico que a primeira coisa foi o jantar do cachorro e dos dois gatos, mas isso é fácil. É só pegar ração e colocar em seus pratos. Felizmente, o Jiló não come nada e, assim, não dá trabalho. Para quem não sabe, Jiló é meu sapo de estimação. É um enorme sapo esculpido em madeira, uns 5 quilos de sapo, sempre em sua posição de segurar a porta do quarto para que o vento não a bata. Dizem que sapo de madeira não come. E é verdade. Só que desconfio que Jiló é, na verdade, um príncipe que foi encantado por uma bruxa e está à espera de que uma princesa venha beijá-lo, para que ele possa retornar ao seu estado inicial de príncipe e possa cavalgar, com sua nova amada, até sua terra. O problema é que, hoje em dia, príncipes cavaleiros não estão com nada. As amadas, agora, só querem saber de jogadores de futebol que rodam por aí não montados em cavalos mas em possantes carros esportivos vermelhos, de preferência Ferrari ou Lamborghini. Mudaram os tempos, mudaram os costumes, e vamos ao que interessa: o meu jantar.
A Nina deixou por escrito: “1-pegue a sopa que está na geladeira; 2-Coloque para esquentar por doze minutos no microondas; 3-Não esqueça de ligar o microondas; 4-Retire do microondas com muito cuidado para não se queimar.” Preparei a mesa direitinho e fui seguir as recomendações dela. Gentes, como é que eu iria ligar o microondas por doze minutos se não encontro os bicos de gás? Eles embutem de tal forma que você não sabe onde estão e como acender. Foi aí que eu, lá, abestalhado, com a caixa de fósforos na mão, resolvi: “vai fria mesmo!” Puurrrrrrr! Sopa gelada é horrível! O jeito foi comer umas esfihas! Lá no Habib’s!
Hoje, pela manhã, fui preparar meu café. Pensei em fazer uma vitamina, mas como é que a gente pode preparar uma vitamina com dois gatos e um cachorro trançando pelo meio das pernas da gente? Ainda bem que o sapo Jiló fica tranqüilo, em seu lugar, junto à porta do quarto, enquanto espera por sua futura amada, o que me faz de ter que “engolir sapos”. Depois de alimentar a bicharada, comi umas fatias de bolo que a Nina já havia até deixado cortadas. Ela pensa em tudo! Mas, a bicharada não se contenta só com ração, Eles também tomam seu leitinho. Esquentar o leite? Aí já é demais! Se eu tive que tentar encarar sopa fria, eles que tomem leite gelado.
E chegou a hora do almoço, com mais instruções escritas deixadas pela Nina... Deixei tudo de lado e, depois de dar ração aos bichos, menos ao Jiló, que ele não come, fiz pipocas. É a única coisa que eu sei fazer, embora não no microondas. Sei lá como é que se liga o gás daquilo! À noite, depois de alimentar a bicharada, menos o Jiló, irei ignorar por completo as instruções da Nina e irei saborear um Big Mac, lá no McDonald’s.
Felizmente, amanhã cedo ela já estará de volta e poderá preparar um almocinho bem maneiro para o seu amorzinho... Se bem que não sei se ela vai gostar de encontrar a pia abarrotada de coisas para lavar, a cozinha toda suja... Estou achando que ela vai me deixar de castigo, sem almoço. Oh, vida!!!
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Feliz 2015, pessoal. Um abração para todos e até à próxima
JF

terça-feira, abril 29, 2014

TORMENTO NA TORMENTA

Alô, amigos.

Mês de abril terminando. Muito trabalho com nossa exposição de orquídeas. Sucesso total! Depois posto fotos e falo um pouco sobre ela. No momento, estou totalmente entregue às declarações de imposto de renda de clientes. Véspera do prazo final e ainda uma porção delas para serem concluídas. Naturalmente, dos clientes que deixam para a última hora (e sempre faltando documentos), apesar de serem avisados desde o início de março. Sempre os mesmos!

Assim, nada mais justo que um momento de descanso.

Gentes, agora estou escrevendo para a Revista Plural, da minha amiga muito querida, a Lunna Guedes.

A Revista Plural, que já está em seu nono volume e é trimestral, em março, publicou minha primeira crônica para a revista, "Tormento na tormenta", lá na "Coluna do JF". "Muito chique", como se diria antigamente.

Mas, a Revista Plural não tem apenas o JF. Muita gente boa escreve na revista. Vale a pena ir ver! E ler! O endereço, onde podem ser lidas todas as revistas editadas até agora é www.pluralrevista.blogspot.com.br

Eis o texto publicado *
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Mês de novembro último. João passou o final de semana em São Bernardo do Campo-SP. No domingo, pela manhã, quebraram-se seus óculos de tal forma que não havia fita adesiva alguma que servisse para algum conserto de emergência.

Às seis da tarde, míope feito um gambá bêbado, se é que gambá bebe e consegue ver alguma coisa nessa situação, saiu rumo à  sua casa, esperando fazer todo o trecho de volta ainda de dia, o que lhe facilitaria muito as coisas, desde que nenhum policial rodoviário o parasse e constatasse a sua obrigação de dirigir com os olhos devidamente cobertos por lentes corretivas.  Afinal...  Só uns 160 km. 

Já na Via Anchieta, pegou a direção Litoral, para alcançar o Rodoanel e, daí, seguir até à Via Bandeirantes e Itatiba, sua cidade. 

Só que, nessa estrada, foi recebido por uma forte neblina, daquelas tão fortes e pesadas que um pouquinho mais e ela se tornaria sólida. Mas, como quem sai na chuva é para se molhar, quem sai na cerração é para não enxergar o caminho de casa. Foi o que aconteceu com João,  que passou direto pela entrada do Rodoanel sem perceber nada. Só foi desconfiar de algo errado mais para frente. Ou ele havia passado a entrada. Ou haviam mudado a entrada do Rodoanel de lugar. E foi assim que, ao chegar em Riacho Grande (beira da represa), conseguiu fazer o retorno e voltar para trás. A muito custo conseguiu encontrar a entrada do Rodoanel e ir pelo caminho certo. Aí, já no bom caminho, desapareceu a cerração. Oba! Hora de recuperar o tempo perdido.

Ficou só na vontade, pois desabou aquela chuva torrencial que o obrigou a reduzir em muito a velocidade do carro. Mesmo assim, tocou em frente pois sabia que uma parte da volta, obrigatoriamente, já seria no escuro. E a chuva continuava, sempre torrencial, por todo o trecho de Rodoanel e, depois, na Via Bandeirantes. Sem trégua! Ora, se sem óculos enxergava mal, imaginem com chuva forte. E chegou a noite, quando todos os gatos são pardos, que as luzes dos faróis brilham no asfalto molhado feito pote de bolinhas de gude que se quebra esparramando seu conteúdo para tudo quanto é lado, inclusive lado de cima, de baixo, num maravilhoso ofuscamento que só um míope pode imaginar e que o deixa totalmente desorientado. Mas, tinha que voltar para casa. Gentes, garanto para vocês, ele passou a dirigir pelo olfato. Só pode ter sido isso, pois, finalmente, chegou à estrada que liga Jundiaí a Itatiba. Restavam pouco mais de 20 Km para chegar. 

A chuva diminuíra a intensidade, mas continuava. Naturalmente, como Lua não gosta de chuva, não havia nenhum luarzinho mixuruca para ajudá-lo. O problema, entretanto, é que esse trecho está em obras de duplicação. Assim, é um tal de rodar uns quinhentos metros e um desvio jogá-lo para a outra pista, e depois voltar à pista inicial, para depois retornar à outra pista, e assim por diante, de deixar marujo acostumado com mar bravo bem enjoado. E tinha, no asfalto molhado, o reflexo dos faróis dos carros em sentido contrário... E parece que o estado de São Paulo inteiro resolveu passar por ali, no sentido contrário, para dificultar ao máximo qualquer possível indício de visão... Só pode ter sido mesmo o olfato que funcionou. Acho! 

Mas, e a fila atrás de João, então! Provavelmente, nessas alturas, a longa e lenta fila já devia estar por Curitiba, imagino. Quando dava, João ia bem para à direita, na esperança de que alguém o passasse e, aí sim, conseguisse seguir as luzes vermelhas, mesmo que não muito nítidas, do carro à frente. Isso o ajudaria muito. 

Gentes, estava tudo mesmo muito ruim. Chuva, escuridão, reflexos no asfalto molhado, desvios de uma pista para a outra, faróis em sentido contrário... Por mais que diminuísse a velocidade e encostasse para a direita, ninguém ousava passar à sua frente. Todo mundo o seguia, de forma educada e obediente, certos de que ele estava vendo por onde andava e ciente das  dificuldades do caminho. Até chegar em Itatiba. Aí, todo mundo tomou seu rumo e ninguém foi atrás, entrando dentro de seu sítio. Também, era só o que faltava!

A dedução do João é que todos aqueles motoristas, no domingo de manhã, haviam quebrado seus óculos e estavam sem enxergar nada, também. Só podia ser isso! Em todos os casos, fica comprovado o ditado que diz “em terra de cego, quem tem um olho é rei. E quem não tem nenhum é guia de caravana.” E, na segunda feira, mandei fazer novos óculos. Opa! Eu, não. O João, oras!


* texto escrito e publicado originalmente na Revista Plural - edição cafeína na veia/março 2014 que pode ser lida em www.pluralrevista.blogspot.com 

Abração a todos e até à próxima.

JF

quinta-feira, abril 10, 2014

EXPOSIÇÃO NACIONAL DE ORQUÍDEAS DE VINHEDO-SP


Oi, pessoal.

E chegou a exposição anual de orquídeas do Clube Amigos da Orquídea-Viva, de Vinhedo-SP. De 11 a 13 de abril. Serão 1.300 plantas floridas expostas, de colecionadores de mais de 30 cidades. Além da exposição, presença de seis produtores vendendo as orquídeas mais variadas (é proibida a venda de plantas coletadas em seus habitats). Também vendedores de insumos e de livros e revistas especializadas. Aulas básicas sobre cultivo.

Vinhedo fica na altura do Km 75 da Via Anhanguera, entre Jundiaí e Campinas. Entrando na via de acesso à cidade, ainda antes do Portal, vocês verão, à direita, o Parque Municipal. É aí. Estacionamento dentro do parque.

Estarei lá, nos três dias, aguardando a visita de todos vocês.

Abração,
JF

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

QUARTA FEIRA DE CINZAS... E ELA SE FOI


Minha mãe foi uma mulher de verdade, tanto que seu nome era Amélia. Nunca foi daquelas mães melosas, mas me amava muito. De temperamento forte, brava nas horas certas, justa sempre, sabia ser alegre com todos. 

A minha Nina era tão amada por ela que várias vezes chegou a me dizer: “se um dia vocês se separarem, quem vem morar comigo é ela!”. Lógico que era brincadeira, mas não deixava de ser, também, uma advertência.

Minha mãe, nascida lá na São Carlos/SP de 1917, gostava de animais. Todos os animais. Protegia qualquer tipo de animal: aranhas, sapos, cachorros, gatos, galinhas, pássaros, tatus, todos. E tinha uma ligação tão grande com eles que chegava ao lado das colméias sem que as abelhas lhe fizessem qualquer coisa. Quando os netos estavam no sítio, à noite, ela saia para o gramado da frente da casa e abria os braços. Pouco depois, algum vagalume vinha e pousava em uma das mãos espalmadas. Ela, então, o levava para dentro e mostrava aos netos. Satisfeitas as curiosidades, ela o levava para fora e o soltava.

Quando ia do sítio, em Itatiba, para o apartamento de São Paulo, ela levava a bicharada junto: a cachorrinha Cherry, as ninhadas de pintinhos que ela achava pelo sítio (para ela, as galinhas tinham de viver soltas e não no galinheiro), o pássaro preto, que, apesar de viver solto, não se afastava e viajava para São Paulo no ombro dela, e mais algum outro que, eventualmente, aparecesse por ali. Depois, trazia todos de volta.

Certa vez, a Nina contou para ela que uma mulher havia me paquerado no hipermercado. A partir disso, cada vez que estava em São Paulo e sabia que íamos fazer a “compra do mês”, ela se oferecia para ir junto, pois precisava comprar alguma coisinha. Nina e eu sempre fomos muito metódicos nessas compras. Cada qual pegava um carrinho e partia para a compra dos produtos em que era especializado. Assim, nos afastávamos um do outro mas as compras eram feitas mais rapidamente e de forma bastante eficiente. Minha mãe ficava sempre comigo. Não dava palpites nas minhas escolhas e acabava não comprando nada pra ela. Mas, ficava atenta tomando conta do filhinho para a norinha.

Desde muito cedo me incentivou o amor pelas plantas. Lembro-me, ainda muito criança, plantando mudinhas de plantas em latinhas vazias, sempre com o apoio dela.

Minha mãe tinha um gênio forte. E ai de quem fizesse alguma coisa que ela julgasse errada. Esse alguém sofreria. E como era mandona! Mas, nunca se meteu na vida dos filhos casados, da nora, do genro. Às vezes, entre ela, mandona, e meu pai, teimoso, saiam algumas discussões homéricas. Porém, pouco depois, lá estavam os dois sentados assistindo TV, lado a lado e de mãos dadas.  

Minha mãe era muito alegre e gostava de estar no meio de pessoas. Minhas irmãs e eu, na época de solteiros, gostávamos de reunir amigos, em casa. Além de nunca reclamar e de, sempre, ajudar a preparar as coisas, ela amava ficar conversando com todos. E, depois de casados, as churrascadas aqui no sítio, tanto as organizadas por nós como as de minha irmã e meu cunhado, sempre tiveram o total apoio e colaboração dela. E sempre contaram com sua presença em meio aos convidados.

No dia 20 de fevereiro de 2007, uma terça feira de carnaval, meu sobrinho promoveu um churrasco para os amigos, aqui no sítio. Para alegria dela, que passou o dia no meio da garotada conversando com todos. Apesar das diferenças de idades, ela iria completar os 90 anos em um mês, sabia ter conversa agradável e todos gostavam de tê-la em seu meio. Pode-se dizer que era presença obrigatória. Foi um dia perfeito, bastante alegre. Já na madrugada do dia 21, ela acordou com sua costumeira falta de ar causada pela bronquite e levantou-se para preparar uma inalação, como sempre fazia. Ao sair do quarto, apagou. Foi-se embora na quarta feira de cinzas...

Mãe, eu ainda a amo e continuarei amando sempre. Um dia nos reencontraremos.
               -                    -                    =                    -                   -
      
15ª. Exposição Nacional de Orquídeas de Vinhedo-SP

Oi, pessoal. Passado um ano, chegamos à nossa exposição de orquídeas de 2014. Aí vão os dados.

Entidade promotora – Clube Amigos da Orquídea-CAO Viva – Vinhedo-SP

Apoio – Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil-CAOB e Prefeitura do Município de Vinhedo

Datas 11 a 13 de abril de 2014 – entrada franca

Local Parque Municipal Jayme Ferragut (parque da Festa da Uva), bem na entrada da cidade de Vinhedo, para quem vem pela Via Anhanguera (altura do Km 75). Estacionamento gratuito dentro do Parque.

Horários
Dia 11
   Entrega das plantas – das 7 às 13 hs
   Julgamento – das 13,30 às 18 hs
   Inauguração solene – 20hs
   Abertura ao público – das 9 às 18 horas (exclusivamente no setor de vendas)
Dia 12
   Aberta ao público - das 9 às 18 hs
   Palestras sobre cultivo - às 10 e às 15 hs
Dia 13
   Aberta ao público - das 9 às 17 hs
   Palestra sobre cultivo - 10 hs
   Premiação aos vencedores - 15 horas
   Encerramento - 17 horas

São aguardadas mais de 30 associações amadoras expondo cerca de 1.300 plantas selecionadas de colecionadores. Para o setor de vendas, foram convidados 6 orquidários profissionais, além de vendedores de insumos para o cultivo, de livros e revistas especializados, de camisetas alusivas. Estarão à venda milhares de plantas de inúmeras espécies e variedades diferentes.

Todos são convidados. Estarei lá durante os três dias, aguardando por todos vocês.
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A foto de minha mãe junto às suas azaleias foi feita pela minha amiga Apolonia Grade, de Alta Floresta-MT, quando nos visitou, em junho de 2005.

Abração a todos e até à próxima postagem.

JF

quinta-feira, janeiro 23, 2014

O MÁGICO DE OZ

Era uma vez uma menina muito bonitinha e sapequinha (que palavra antiguinha) chamada Dorothy, que morava no interior do Kansas, lá nos Estados Unidos. Ela até que cantava bonitinho, como vocês podem ver nesse vídeo aí ao final.

Um dia, Dorothy saiu para passear com o Totó, seu cachorrinho, e se perdeu, levada por uma enorme ventania. Um tufão, mesmo! Pelo menos essa foi a desculpa que ela contou para a mãe, quando ela voltou. Lógico que ela não iria usar a desculpa de ter se perdido na floresta, pois essa  já fora inventada por sua amiguinha que usava um chapeuzinho vermelho e que levou a maior bronca da mãe, quando chegou em casa, a bordo de um carro esporte, acompanhada por um cara com cara de muito mau, um verdadeiro lobo! Assim, a desculpa do tufão acabou servindo. E, junto com o tufão, Dorothy contou à mãe a sua saga.

Segundo ela, levada pelas asas do tufão, acabou aterrando em uma cidade de anões muito simpáticos que lhe informaram que só um mágico, como o que habitava na cidade Oz, sabia o caminho para que ela voltasse para casa.

E foi assim que Dorothy e Totó, todo lampeiros, seguiram para Oz, cantando a musiquinha:

"Eu vou, eu vou, prá Oz agora eu vou - au".

Lá pelas tantas, Dorothy encontrou, no caminho, um rapagão parado no meio de uma horta de milho, fantasiado de espantalho. Mas, esse Espantalho, que era um cara muito vivo, quando viu Dorothy já foi dominado por maus pensamentos e já foi pensando “Opaaaa! Choveu na minha horta!”

-Oi, mina! Tudo bem por aí? Que tal uma volta no meu carango e ouvir umas musiquinhas?

-Carango!!! Que coisa mais velha! Isso é da época em que o Roberto Carlos subia a Rua Augusta a 120 por hora! E agora, não existe mais essa de “musiquinhas”. Agora, é o FUNK!

Ao perceber que, daquele mato, não saia cachorro, Espantalho pôs-se a chorar e a se lastimar:  

-Oh, infelicidade! Eu queria tanto ser artista da Globo... Buááááá!!!

E Dorothy o consolou:

-Não chore! Eu estou indo a Oz pedir que o mágico me ensine o caminho de casa. Na certa ele consegue que você participe do BBB e possa ficar super famoso.

E, assim, lá se foram os três para Oz, cantando, felizes, pelo caminho:

“Eu vou, eu vou, prá Oz agora eu vou – auau!”

Mais para a frente, escondido atrás de umas moitas, outro indivíduo, fantasiado feito um boneco montado com latas velhas, viu que eles se aproximavam e já foi pensando:

“Oba! Dois otários que vou depenar.”

-Ei, vocês! Podem parar e vão passando celulares, carteiras, tênis... Tudo o que vocês tiverem. E esse cachorro, pode passar esse osso que está carregando.

-Oh, seu Homem de Lata! Nós não temos nada. Estamos vindo de um “rolezinho” lá no Shopping.

Vendo que, daquele mato, não saia cachorro, Homem de Lata pôs-se a chorar e se lastimar:

-Oh, infelicidade! Eu queria tanto ser jogador de futebol... Buááááá!!!

-Não chore! Eu estou indo a Oz para o mágico me ensinar o caminho de casa. O Espantalho vai pedir que ele o coloque no próximo grupo do BBB. Na certa ele consegue que você seja vendido a um clube europeu, por muito dinheiro. Mesmo que você não seja escalado para jogar, sempre haverá alguma modelo querendo namorar com você.

E, assim, lá se foram os quatro para Oz. cantando felizes pelo caminho:

“Eu vou, eu vou, prá Oz agora eu vou – auauau!”

Pois não é que, lá pelas tantas, um cara fantasiado de leão, quando os viu, já foi pensando:

“Oba! Uma passeata! Vou vender uns bagulhos".

-Olha o amendoim! Amendoim torradinhoooo! Um é dois e três é cincooo! Vai amendoim aí, dona?

-Amendoim? Você está doido. Isso faz mal prá pele e dificulta a maquiagem!

-Oh, infelicidade! Eu queria tanto ser político em Brasília... Buááááá!!!

-Não chore! Eu estou indo a Oz para o mágico me ensinar o caminho de casa. O Espantalho vai pedir que ele o coloque no próximo grupo do BBB e o Homem de Lata vai pedir que ele o transfira para o futebol europeu. Na certa ele consegue que você seja, pelo menos, nomeado para uma Diretoria em algum Ministério. Vai ter mordomia aos montes!

E, assim, lá se foram os cinco para Oz, cantando felizes pelo caminho:

“Eu vou, eu vou, prá Oz agora eu vou – auauauau!”

E, com tudo isso, a caravana chegou a Oz, cada um com um pedido a ser feito ao mágico. Até o Totó, que almejava um osso novo, estava com vontade de pedir.

O problema é que o mágico era um homem muito ocupado e não podia atendê-los. Mas, como tinha bom coração, arrumou emprego para os três amigos, em "bancas de jogo de bicho". Para Dorothy, ele conseguiu uma passagem aérea para um avião que chegou em São Paulo bem no término do tufão, na hora em que se descortinava um enorme e lindo arco Iris.

Bom, pelo menos essa foi a desculpa que ela deu à mãe dela depois de voltar tão tarde para casa, muito depois de terminada a balada. O fato é que, passado um ano, Espantalho, Homem de Lata e Leão estão se submetendo a exames de DNA para saber quem pagará a pensão à criança.
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O filme "Mágico de Oz" é de 1939 e lhe foram atribuídos três prêmios "Oscar". Melhor atriz, para Judy Garland, que por ser ainda menina recebeu, como homenagem especial, uma estatueta miniatura; melhor música, com o já clássico "Over the Rainbow", e melhor roteiro musical. Dias atrás faleceu Ruth Duccini, aos 95 anos, penúltima atriz viva dos 124 figurantes "munchkins", que compunham os habitantes da cidade dos anões, no filme. Abaixo, trecho do filme no qual Judy Garland interpreta a música tema "Over the Rainbow".


(A foto do avião sob o arco iris é de milha filha Luciana Vannucchi de Farias, que estava no lugar certo, na hora certa)
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Família toda reunida: avós, pais, filhos, sobrinhos, netos. Eu lá suando em bicas dentro daquela roupa vermelha e imaginado como é que Papai Noel pode ser gordo usando aquela roupa calorenta.

Ao final, a Marcelinha agradece:

"Obrigada, tio Zé!

"Como?"

E ela se corrige rapidamente:

"Obrigada, Papai Noel!!!".

Já não se fazem mais crianças crédulas como antigamente. HOHOHOHOWWWW!!! 



Um feliz 2014 para todos.
Abração e até à próxima.
JF

domingo, dezembro 22, 2013

PROCURA-SE : BRANCA DE NEVE

Meu amigo Alfredo Francisco Martinelli, que foi presidente da CAO, depois CAOB (*), tinha no jardim de sua casa, em Santo André, estátuas da Branca de Neve e dos sete anões. Provavelmente, dos tempos em que sua filha Magda era criança.

Bons tempos aqueles, nos anos 70, em que as pessoas saiam para viajar sem medo de deixar a casa sozinha. E, para a rua, um simples e baixo murinho era a única segurança.

Pois, num domingo à noite, ao voltar de uma exposição de orquídeas, o Al Capone (apelido que lhe fora dado pelo Heitor Gloeden) constatou o sumiço da Branca de Neve. É lógico que uma estátua não sairia sozinha de casa. Tampouco não saíra com nenhum dos anões de 50 cm. Eles estavam todos em suas devidas posições. Saíra acompanhando alguém de grande porte.

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- Dotor, tá aí um cidadão que veio dar parte do rapto de uma mocinha. Mas a história tá muito esquisita.

O delegado de plantão olhou para o escrivão, considerou que estava tudo tão calmo naquela noite de domingo e que seria ótimo que assim continuasse, e mandou entrar o queixoso.

- Pode falar, cidadão.

- Doutor, sumiu minha Branca de Neve.

- Como sumiu? Saiu com o namorado e não voltou?

- Ela não tem namorado e não anda sozinha, Foi levada.

- Entendo! Descreva...

- Bom, ela tem 80 centímetros de altura...

- Sua neta?

- Não! É uma estátua de jardim e desapareceu enquanto eu estava fora.

O delegado olhou fixamente o queixoso e chamou o escrivão.

- Oh, Tavares! O cidadão aqui tomou umas cervejas a mais e está “cansado”. Acomoda ele em uma cela que amanhã cedo ele vai estar mais calmo e poderá ir prá casa. Cada um que me aparece por aqui!!
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Lógico que o diálogo acima é só hipotético. O Martinelli não iria cair no ridículo de prestar essa queixa, já que ele tinha certeza de que aquilo era obra de algum orquidófilo gozador. Só que ele não podia entrar no jogo e ficou calado. Não contou para ninguém. Mas, a história correu e todos sabiam que ele estava atento para ver se descobria o autor da gracinha. Não descobriu. Nem a grande maioria de orquidoidos descobriu. Eu mesmo não sei, até hoje, quem foi.

E, um mês depois, num domingo à noite, ao voltar de outra exposição de orquídeas, encontrou Branca de Neve serenamente postada, no meio do jardim, ladeada pelos sete anões.
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Lembrei-me dessa história porque ainda existem pessoas que costumam ter estátuas no meio de seus jardins. Eu mesmo, em frente de casa, no sítio, tenho duas garças. São peças que foram ali colocadas por meu pai e eu respeito a vontade dele. Fiquem, garças!

(*) Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil

            _                 _                _               _                  _ 

Seria o FBI? A CIA? O MOSSAD? A KGB? Algum outro órgão de espionagem estrangeiro?

Gentes, vocês já tiveram dia assim, em que vocês sentem que estão sendo vigiados?

Era como estava me sentindo em meu escritório, no sítio, enquanto navegava na internet. Alguém estava "de olho" em mim. E eu que sou um cidadão tranqüilo, não me meto em política, nem em mensalões, compro tudo com nota fiscal, pago os impostos... 

De repente, levanto os olhos e lá estava ele:
um sagui me espionando pela janela. Como é que pode? Eu não fiz nada. Ou será que ele estava esperando eu desocupar meu computador para ver seu Facebook?
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Amigos,

A todos vocês e aos seus familiares, um feliz Natal e um excelente 2014.

Abração e até à próxima,
JF

quinta-feira, novembro 21, 2013

QUANTO MAIS SE VIVE, MAIS SE APRENDE

Gentes, em matéria de compras... Não sei se sou tão bom assim como sou bom em todas as demais coisas, inclusive na modéstia.

No supermercado, por exemplo, sou ótimo quando se trata de comprar bebidas, principalmente cerveja. Também compro muito bem aquelas besteiras engordativas, ótimas para comer com uma cervejinha do lado, tais como salaminho, azeitonas, tremoços e quejandos.  Ah! Também sou bom para comprar milho de pipoca (por sinal, elas também são ótimas na companhia de uma cervejinha), já que pipoca é minha única especialidade culinária. Verdade! Quando a Nina vai a São Paulo, se não é a boa vontade da caseira, passo dois dias só comendo pipocas. Logicamente, acompanhadas de cerveja, pois o calor é demais.

Bom, vai daí que a Nina me pede, logo após o almoço, para comprar um pacote de sabão em pó. E lá fui eu para o supermercado. É óbvio que eu não sabia onde ficava o setor de sabão em pó. Mas, com muita paciência e perspicácia (duas das minhas muitas qualidades), cheguei a uma gôndola que deveria ser a fiel depositária do produto. Muitas marcas, coloridos diferentes, perfumes diferentes, preços exorbitantemente diferentes, detergentes em pó, lava roupas... Mas, sabão em pó, que é bom, nada! Devem estar disfarçados, pensei. E resolvi usar a lógica. Escolhi um pacote e dirigi-me a um dos caixas. O caixa dessa Caixa, por sinal, era uma mulher.

“CPF na nota?” Foi logo perguntando.

“Ainda não sei. Você me permite uma pergunta de homem?”

Ela arregalou os olhos e ficou esperando.

“Minha mulher me mandou comprar sabão em pó, mas não encontrei. Por acaso, esse detergente em pó é a mesma coisa que sabão em pó?”

Ela me olhou aliviada.

“Sim! Detergente em pó é sabão em pó.” E aí, ela riu de minha pergunta. Na minha cara!

Gentes, onde já se viu rir de alguém que tem uma justa dúvida desse tipo? Quase que eu já ia dando, como resposta à altura, a clássica piada do “eu sempre achei que “deter gente” fosse anticoncepcional!” Só que ela era capaz de me acusar por assédio e, assim, limitei-me a rir amarelo e informei o CPF para a nota fiscal.

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OS BICHOS QUE AQUI VIVEM

E aí vai mais um animalzinho daqui. No meio de tantos saguis que por aqui aparecem, este "albino" tranquilamente comia as cabeludinhas, uma frutinha meio sem graça, bem ao lado da casa. Muito lindo, branco com umas manchas cinza claro no dorso e listas no rabo, já foi visto várias vezes, só ou com seu bando, zanzando por aqui. Não sei se por enxergar mal, permitiu que eu chegasse a um metro de distância para poder fotografá-lo. É o segundo "albino" que nos aparece. O primeiro era totalmente branco. Depois de uma série de aparições, nunca mais foi visto. Só espero que não tenha sido aprisionado.  É para flagrantes desse tipo que a máquina fotográfica está sempre a postos.
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MINHAS ORQUÍDEAS


Apresento a vocês o Dendrobium fimbriatum 'oculatum'. É uma entre as centenas de orquídeas que instalei em árvores do sítio nos últimos quarenta anos. Esse exemplar da foto já deve ter uns 30 anos de idade e tenho mais algumas dezenas de plantas da mesma espécie instaladas em outras árvores. Planta de origem asiática que se aclimatou muito bem no Brasil, especialmente na região do planalto além da Serra do Mar, floresce sempre por volta do mês de outubro. Por ser espécie exótica (estrangeira!), não existe inseto polinizador. Consequentemente, apesar das florações abundantes, não são vistas cápsulas de sementes. Assim, a planta não é invasiva e restringe sua localização à planta hospedeira. Entretanto, em laboratório, facilmente pode-se fecundar uma flor e obter sementes na quantidade que se quiser. Mas, para amadores, como é meu caso, a forma mais fácil de reproduzi-la é através de mudas feitas de hastes destacadas da planta.
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É isso aí, pessoal.
Abração e até à próxima.
JF

terça-feira, agosto 20, 2013

INSENSATEZ

O assunto principal, hoje, será diferente. Um pouco de nostalgia e de revolta.

A planta das duas fotos, exposta e premiada na exposição de orquídeas de Pouso Alegre/MG, dias atrás, é a Sacoila lanceolata, antiga Stenorryhchus australis. É uma orquídea terrestre encontrada no continente americano, desde a Flórida até diversas regiões do Brasil. Seus bulbos ficam enterrados. Aqui no Brasil, ali por julho/agosto, uma haste floral surge da terra, com um pouco de folhas verdes na base da planta, para logo desenvolver suas flores. Fica aberta por uns quinze/vinte dias e, em seguida, seca a haste. A planta seca aparenta estar morta. Entretanto, sob a camada de terra que cobre seus bulbos, ela permanece viva, ressurgindo à mesma época do ano seguinte e repetindo o seu ciclo.


Aqui em Itatiba/SP, encontrei uma colônia dessas plantas no sítio vizinho, na beira da estrada, no meio de um pasto.

Todos os anos, ali por junho/julho, época prolongada de falta de chuvas, alguém colocava fogo no capim seco da beira da estrada. As chamas entravam pelo meio do pasto e queimavam tudo. Inclusive as Sacoila lanceolata que, nessa altura, apresentavam-se totalmente secas. 

Quando chegava o período de agosto/setembro e o verde retornava ao local, lá ia eu para admirar aquela enorme quantidade de hastes coloridas saindo da terra, no meio do capim rasteiro. Voltava para casa feliz de ver aquele capricho da natureza. Infelizmente, nunca tive a idéia de fotografar. E nem precisava, já que aquilo repetia-se todos os anos.

Durou até à hora em que alguém resolveu arar todo o pedaço e plantar “capim de qualidade” para o pasto. Com o revolvimento da terra, acabaram com os bulbos enterrados e a planta, simplesmente, desapareceu do local. E a área foi utilizada como “pasto de qualidade” por apenas um ano. Um único ano! Nunca mais, e já vão uns vinte anos, o gado passou por ali. E nunca mais, também, uma Sacoila lanceolata floriu por ali.

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LÓGICA INFANTIL

A Bárbara é uma encantadora mini-orquidófila de uns 8 anos de idade, que conhecemos em uma das últimas exposições de orquídeas. Muito falante, já foi nos contando que, como o pai, será dentista.
"Mas vou ser uma dentista diferente. Vou ser dentista de cachorros."
"Dentista de cachorros, Bárbara? Que bom! E por que de cachorros?"
"Dentista de cachorros ganha mais dinheiro que dentista de gente!"
Ahhh! Muito bem pensado!

Abração a todos e até à próxima.

JF

terça-feira, agosto 06, 2013

SER OU NÃO SER MAGRO, EIS A QUESTÃO!


Vocês já comeram pizza de alface? Não recomendo! Até a garçonete ri da minha cara.

Quando me casei, eu pesava 60 quilos. Era tão magro que meu pijama listrado tinha uma única cor, ou seja uma listra. Isso não era tão importante, já que, no começo do casamento, quem é que vai se preocupar com a cor ou as listras do pijama? Nem com o uso do dito cujo.

O tempo foi passando, a Nina me tratando bem, e eu fui engordando. Um quilo por ano. Tanto que, com 5 anos de casado, pesava 65 quilos. Nas bodas de prata, não comemorei os 25 anos de casamento. Comemorei foi o ganho de 25 quilos. A coisa toda era tão regular que eu já não contava mais o tempo de casamento em anos. Contava em quilos.  Eu não dizia, por exemplo, “há trinta anos atrás, quando casei...” Eu já falava “há trinta quilos atrás, quando casei...”

De repente, não sei o que aconteceu, se foi a Nina que passou a me dar mais comida ou sei lá o quê, desembestei a aumentar meu peso mais de um quilo por ano, até chegar à casa dos 105 quilos. E, dessa vez, os 45 quilos a mais não correspondiam ao tempo de casamento.  A coisa toda ficou tão feia que precisei voltar a falar em “anos” de casamento. Até o dia em que alguém tirou uma foto minha, de perfil. Gente, que coisa horrível! Quem não me conhecesse, seria capaz de jurar que eu esperava gêmeos. Foi aí que resolvi fazer um regime, por minha conta, sem sacrifícios, sem remédios, sem médicos, em segredo até para a Nina. Reeducação alimentar por minha conta! E foi o que fiz. O peso começou a cair à incrível marca de 1 quilo por mês. Um ano após iniciado o regime, eu já pesava 12 quilos a menos.

Um dia, numa farmácia, ouvi uma senhora, preocupada e espantada ao descer da balança, comentar com outra:

“Nossa! Cheguei à casa dos oitenta!”

Pois foi nesse tempo que eu, no silencia de meu banheiro, subi na balança e, alegre, comentei comigo mesmo e depois com a Nina:

“Nossa! Cheguei à casa dos oitenta!”

De repente, não sei o que aconteceu, se foi a Nina que passou a me dar ainda menos comida ou sei lá o quê, a balança do meu banheiro começou a diminuir meu peso de forma ainda mais rápida e dramática que a velocidade de 1 quilo por mês e cheguei à casa dos 86 quilos. Isso me deixou bem preocupado, pois escapava aos meus planos de regularidade mensal, e resolvi investigar o que estava errado no meu regime. Fui pesar-me na balança da farmácia: 92 quilos. Lógico que eu estava vestido, né? Não sou besta de me pesar nu numa balança de farmácia. E se chega a polícia? Chegando em casa, tranquei-me no banheiro. Com roupas, 88 quilos. Sem roupas, 86 quilos. Não! Não estava certo! Isso merecia uma “sherloquisação” em regra. E descobri! Era a pilha da minha balança que estava descarregando e me roubando alguns quilos. 

Pode, uma coisa dessas? Tipo do apoio besta que não pedi!

Bom, trocada a pilha, depois de alguns dias, realmente, cheguei aos 89 quilos. Só que uma preocupação chegou. E aí? Agora que me acostumei a comer muitas verduras e legumes, a não exagerar em carboidratos, a não mais “picnicar”, à noite, enquanto fico na internet, a fazer um pouco de exercício, como vai acabar tudo isso? Se eu paro com o meu regime, sou capaz de voltar ao peso máximo, como já aconteceu uma vez. Se continuo, continuarei perdendo um quilo ao mês. Até chegar aos meus 60 quilos do “dia do meu casório”. E continuarei perdendo um quilo/mês até chegar ao peso de minha adolescência. E continuarei perdendo um quilo/mês até chegar ao peso de minha infância. E continuarei perdendo um quilo/mês até chegar ao peso de...

Aí a Nina resolveu intervir:

“Pode parar por aí! Já troquei fralda de nenê o suficiente. Não vou trocar fralda de nenhum nenê a mais. Nem que seja você!”  


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OS BICHOS, NO SÍTIO

O macaco, aí ao lado, vinha passeando pelos fios de eletricidade (desencapados) e tomou um baita choque. E caiu! O caseiro o pegou e o trouxe para que víssemos. Depois das fotos, o bichinho foi colocado sob as árvores do jardim. Aos poucos foi recuperando as forças e a agilidade, subiu em uma das árvores, dali pulou para outra, e desapareceu no mundo. Felizmente, totalmente recuperado. Foi só um susto.



EXPOSIÇÕES DE ORQUÍDEAS

Alguns amigos internautas, principalmente do Facebook e das listas de discussões sobre plantas, especialmente as de orquídeas, me perguntam por onde andarei para que possamos nos conhecer pessoalmente. Assim, tendo aí ao lado a foto de uma Lycaste de minha coleção, deixo a lista das exposições em que estarei coordenando os julgamentos, nos meses de agosto e setembro: 02 a 04/08 Pirassununga/SP - essa já foi; 09 a 11/08 Pouso Alegre/MG; 16 a 18/08 Piracicaba/SP; 22 a 25/08 Várzea Paulista/SP; 30/08 a 01/09 Mogi das Cruzes/SP; 06 a 08/09 Jarinu/SP; 13 a 15/09 Alfenas/MG. Em princípio, essas são as exposições para as quais fui escalado pela Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil. Pode acontecer de, uma ou outra, ser substituída por outra cidade, já que, para esse período, estão previstas 26 exposições em SP, MG, MS e PR. Além dessas em que estarei dirigindo os julgamentos das plantas, ainda estarei (27/09) em Sorocaba, mas apenas levando as plantas de minha associação e fazendo parte do corpo de juizes da exposição. Mais para a frente passo a lista de por onde andarei nos meses de outubro a dezembro. 

Abração a todos e até à próxima.
JF

sábado, julho 20, 2013

ESTÁ CHEGANDO AOS CEM!

Meu pai, o Amélio, nunca foi, por assim dizer, um “ás do volante”. E, com o avanço da idade, uma espécie de medo passou a influir em seu modo de dirigir. Assim, cada vez mais dirigia com menos velocidade. Minha mãe, a Amélia, ao contrário, sempre foi excelente motorista e gostava de “voar baixo”. Assim, enquanto tiveram suas carteiras de habilitação de motoristas renovadas, quando estavam os dois juntos, minha mãe não deixava meu pai dirigir. “Ele guia muito devagar”, reclamava ela.

Um dia, ambos já quase chegando à casa dos oitenta anos de idade, o policial rodoviário mandou parar o carro. Minha mãe, ao volante, obedeceu.

O policial examinou os documentos do carro, a carteira de habilitação dela, e começou o sermão:

“Dona Amélia, a senhora vinha dirigindo a uma velocidade muito superior ao limite permitido.”

E ela, sorrindo;

“Verdade, seu guarda? É que eu estava conversando com meu “queridinho” e me distrai.”

O policial, que, acredito, nunca ouvira uma desculpa como aquela, olhou para o “queridinho” (o meu pai, que também sorria para o policial), tornou a olhar para minha mãe. Em seguida, olhou, desconsolado, para os documentos em suas mãos. Devolveu tudo para ela e completou o sermão:

“Dona Amélia, desta vez eu vou deixar passar. Trate de não se distrair mais, pois, na próxima eu vou multá-la!”

E, assim, os Amélios prosseguiram viagem. Sem multa, procurando não se distrair, mas continuando a “voar baixo”.
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Em anexo, foto de meus pais, no início do namoro, em 1935, na então pacata São Carlos-SP.
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Minha mãe faleceu na terça feira de carnaval, em 2007, poucos dias antes de completar 90 anos. Meu pai, que vive comigo e a Nina, lúcido, apesar da saúde precária, completará 98 anos de idade, no próximo dia 24 de julho.
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VOCABULÁRIO INFANTIL

(sério)mamã = mamãe
(sereno)mamã mamã mamã = me ajuda aqui
(gritando) mamãããããã = me deixa! / para! / me dá isso!

Gentes, minha amiga Bela,  http://cobertorsoboqueixo.blogspot.com.br/  , mãe de um menino de onze anos, de uma menina de 6, e de um mini-menino de um ano e pouco, tem um lindo e alegre blogue onde relata frases e aventuras do dia a dia de seus filhos. Foi do seu "Pequeno Léxico Atualizado do Mini-menino", lá no seu blogue "ajeitando o cobertor sob o queixo", que eu retirei as três locuções acima e seus significados. O endereço está aí e na minha lista de blogues amigos. Vale a pena ler esse blogue. Não deixem de visitar. Afinal, quem não gosta de ouvir/ler sobre crianças?

MEIO AMBIENTE

Pessoal, se há blogue que eu gosto é blogue inteligente, com propósito definido. Todos os blogues relacionados no meu "Blogues Amigos" são assim. Sei que existem muitos outros que não estão relacionados. Mas, fazer o quê? Não dá para conhecer tudo. Mas, aos poucos, vamos acrescentando. Entre os blogues recentemente adicionados está o Mimirabolantes, de minha amiga Monique. O endereço: http://mimirabolantes.blogspot.com.br/  Em seu blogue, Monique fala de meio ambiente, de reciclagem (com dicas), e do que se relacioona. Vale conhecer o "Mimirabolantes", da Monique.

INCANSÁVEIS

Minha amiga Denise também tem um blogue inteligente: "Incansáveis". No seu blogue, Denise nos fala das espécies existentes na Mata Atlântica, tanto animais como vegetais, mas também trata de outros assuntos, como Agricultura Familiar e música. Na última blogagem, "Roda de Samba", fala sobre o grupo "Casuarina", com direito a vídeo e músicas. Aquele tipo de música brasileira de grande qualidade e que, parece que por isso mesmo, esquecida da grande mídia. Deem uma espiada no "Incansáveis". Vale a pena. Ahhhh!!! O endereço:  http://incansaveis.blogspot.com.br/ 

Abração e até à próxima (já está escrita) blogagem.
JF    

domingo, junho 09, 2013

QUEBRA CABEÇA


Eu já contei, aqui, como meus pais me deram o nome de José Francisco, em homenagem aos meus avós paternos, Giuseppina e Francesco, e como quase ganhei o nome de Catacisco. Pois meus avós Chico e Giuseppina moravam na casa ao lado da nossa, no bairro do Brás, na São Paulo ainda quase bucólica dos anos quarenta.

Meus avós eram sensacionais. Meu avô Chico, com seu cabelo branco “à escovinha”, apesar de falecido em 1959, continua presente na minha memória.

Lembro-me muito bem do muro muito alto que havia entre as duas casas. Só que, agora, vendo fotos, percebo como a visão das crianças é diferente da visão dos adultos. O muro não era tão alto como então nos parecia.

Lembro-me de encostar uma cadeira junto ao muro para poder ver meu avô manejar um tubo cilíndrico com uns dez a quinze centímetros de diâmetro e com um enorme eixo terminando em manivela. Dentro do tubo ele colocava o café em grãos e passava horas, pacientemente, rodando aquela engenhoca num fogo montado no quintal, torrando o café.

Junto ao muro, meu avô cultivava uma goiabeira, não muito grande, pois o quintal não permitia. Assim que percebia flores, ele acompanhava todo o seu desenvolvimento até que elas se transformassem em belas e gostosas frutas. Não muito numerosas, mas todas reservadas aos netos Zé Carlos e Toninho, que moravam algumas casas adiante, e Meméia e Zezinho (eu). Às vezes, não havia tanta goiaba assim. Então, as que houvessem, eram matematicamente cortadas e divididas entre os quatro. Meu avô e minha avó nem pensavam em saber se as goiabas eram boas ou não. Simplesmente, eram as goiabas dos netos. Que saudades desses avôs!

Mas, havia o tal muro muito alto. Meu primo Zé Carlos e eu tínhamos uma brincadeira. Eu na minha casa e o Zé Carlos na casa de meu avô. Um jogava uma bola para o outro e berrava: “Cabeceia!” O outro cabeceava a bola e devolvia: “Cabeceia!” E, de cabeceio em cabeceio, éramos capazes de passar uma tarde inteira. Essa brincadeira parou no dia em que eu berrei, do meu lado: “Cabeceia!” E o Zé Carlos, do outro lado, cabeceou... Terminou aí a brincadeira e nunca mais os dois primos tornaram a fazer esse jogo. Até hoje, quando nos lembramos disso, rimos muito da cicatriz que ele ostenta na testa por ter cabeceado meio tijolo. Crianças! KKKKKKKKK

Bons tempos!

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Continuando com a série de animais vistos aqui no sítio, aí vai a capivara.

Junto ao lago, montei meu orquidário. Porém, estava tendo muitos problemas com o Tentechoris, um inseto que suga a seiva das folhas das orquídeas, deixando marcas que não mais saem. Fica parecendo que a planta foi atacada de catapora. Foi quando me disseram para plantar citronela em volta do orquidário. O cheiro dessa erva espanta esse inseto. É possível! Mas não tive como comprovar. Fui ao CEASA-Campinas e comprei umas cinquenta mudas da erva. Depois de devidamente plantadas à volta do orquidário... as capivaras vieram e comeram toda a citronela. Pode uma coisa dessas? A foto, foi feita de dentro do orquidário em direção ao lago, já em final de tarde e com pouca luz.

Abração e até à próxima postagem.

JF

sexta-feira, maio 17, 2013

DE PATO A PERU, QUÁ-QUÁ E GLU-GLU



Sempre ganhei muitas garrafas de bebidas. Até hoje, clientes, amigos, parentes, me presenteiam com garrafas de whisky, conhaque, saquê, vodka, vinhos os mais diversos. Gosto muito de bebericar uma boa bebida, embora não seja propriamente um alcoólatra, apesar de já ter pego um ou outro "fogo homérico", o primeiro com menos de dez anos (mas, isto é história para outra hora). No domingo, na hora do almoço, acompanhando a macarronada, sempre vai bem um copo de um bom vinho tinto e seco.  O único problema é que eu não gosto de beber se não tiver companhia. E a Nina, em matéria de bebidas, só acompanha se for Guaraná “Zero”.

Nada como uma boa dose de whisky, em final de tarde, sendo bebido aos golinhos, ao longo de um bom bate papo. O problema é que, em dias de “Lei Seca”, ninguém quer arriscar-se a enfrentar um bafômetro, mesmo que só com um golinho de bebida. Incrível! Meus amigos aderiram à Coca Cola. Nem ao menos uma cervejinha. Vão de Coca Cola. E “Light”, ainda por cima! Vai daí que, aqui em casa, entra muito mais bebida do que sai. E o estoque ficou grande. Para o vinho, tudo bem. Todos os dias, no almoço, meu pai toma vinho tinto. Apenas 3/4 de copo, mas o suficiente para consumir as garrafas que ganho e manter o equilíbrio do estoque. E ele consome sem nenhum medo do bafômetro, já que, com 97 anos de idade, nenhum guarda de trânsito irá pará-lo. Mesmo porque já não dirige mais.

Uma saída para as demais bebidas é ir dando de presente a amigos, em seus aniversários. Só que, assim como eu consigo me desfazer de algumas garrafas de bebidas dessa forma, estou desconfiado que alguns amigos fazem a mesma coisa. Ganham e dão de presente. É possível até que alguma garrafa, depois de ser presenteada várias vezes, tenha retornado à minha casa. Inclusive, estou pensando em inovar, estatisticamente, nesses presentes com bebidas. Na próxima vez em que presentear alguém dessa forma, vou colar um papel na parte traseira da garrafa, com os dizeres: “Ao presentear alguém com esta garrafa, anote a data e o nome do presenteado”. Assim, poderei ver todo o caminho que a garrafa seguiu, por quais mãos passou, e quanto tempo levou até retornar a mim sob a forma de um presente de amigo.

Antigamente, lá pelos anos cinqüenta do século passado, até que as pessoas davam bebidas de presente. Não para mim, lógico, mas para o meu pai. Eram aquelas garrafas de bases ovaladas e revestidas de palhinha, do italianíssimo Chianti Ruffino. Só fui entender que era um vinho muito bom muitos anos mais tarde. Mas, os presentes sob a forma de bebidas não eram tão comuns como hoje. Lembro que meu pai, contador, ganhava presentes de seus clientes agradecidos, em cada final de ano. Perus! Isso mesmo! Perus!!! Aquele bicho que, com complexo de pavão, abre o rabo em forma de leque e canta “glu-glu-glu-glu-glu”. Pelo menos não eram cacarejantes. Eram legítimos perus glugluglusantes. Todos vivos. E como glugluglusavam! Em 1952, apesar de pequeno lembro bem do ano, pois foi quando nos mudamos do Brás para a Aclimação, meu pai ganhou, de seus clientes, nada menos que oito perus. Todos cantores e vivinhos da silva! Todos soltos no quintal, pois ainda não havia dado tempo de meu pai fazer um galinheiro. Ou um peruzeiro, sei lá! Não sei como a vizinhança não expulsou do bairro aqueles recém chegados folgados, donos de um coral barulhento e formado só de perus. No Natal daquele ano, meu pai deu peru vivo e glugluglulejante para a família toda. Que cada um o ajudasse a resolver seu problema.

Mas, teve o pato. Pois é! Ainda morávamos no Brás quando, num final de ano, meu pai ganhou um pato. Vivo, lógico, que pato morto e limpo, no supermercado, só existe agora. O pato, enquanto aguardava o momento de ser devidamente defenestrado e deglutido, foi solto no quintal. Quem, parece, não gostou muito da história foram as galinhas. Pudera! Todas presas no galinheiro enquanto aquele bicho passeava pelo quintal (perdoem-me as más palavras, senhoras) rebolando sua bunda de um lado para o outro.

Pato nada? Diziam que sim. Como não tínhamos uma lagoa, no quintal, a Meméia (se minha irmã Maria Amélia descobre que eu revelei, aqui, o seu apelido de infância, é capaz de me esganar) e eu resolvemos colaborar com o pato e construir um lago inteirinho só para ele. Cavamos um enorme buraco, de uns 50 centímetros de diâmetro e, no máximo, dez centímetros de profundidade (não esqueçam que éramos pequenos e não tínhamos condições físicas de fazer um lago maior) e o enchemos de água. Só que a terra absorvia a água. E nós jogávamos mais água. Até que tudo aquilo virou uma enorme poça de lama. Mas, já estava muito bom. Lama ainda era melhor que nada, para nadar. Só que o pato não apreciou nosso trabalho e não quis entrar no lago. E tratava de fugir. E nós o pegávamos e o jogávamos na lama.

“Nada, pato!”, ordenávamos. 

E o pato, nada de nadar. E fugia novamente. Ora, se não queria nadar por bem, nadaria por mal. Meméia e eu nos munimos de vassouras para impedir que o pato fugisse do lago. Ele teria que nadar, nem que fosse na base da pancada. Foi nessa hora que minha mãe veio ao quintal ver o que fazíamos. Pois não é que ela ficou do lado do pato? Apoio total ao palmípede, confiscando-nos as vassouras e nos pondo para dentro de casa.

E foi assim que o pato, que não gostou da lagoa, não precisou nadar. E surgiu o provérbio: “Pato, em lagoa estranha, estranha!”
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Ontem, 16 de maio, no final da tarde, Nina comentou:

"Há 44 anos, neste horário, eu estava esperando por você, na porta da igreja. Você não fica envergonhado, não? Ainda bem que eu já estava acostumada com seus atrasos, né?" 

Pois é! Completamos 44 anos de casados e até hoje rimos do fato de eu ter chegado à igreja meia hora depois dela. O importante é que continuamos nos amando como se sempre fosse o primeiro dia.
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Ah, sim! Na foto, Meméia e Zezinho na charrete puxada a bode, em São Lourenço/MG, em 1947.

Abração e até à próxima.
JF